LULA E EDSON FACHIN Crédito:
Ricardo Stuckert | Gustavo Moreno/STF
Presidente exige integridade na
investigação do Banco Master; encontro ocorre após Fachin cobrar explicações de
ministros, PGR e Polícia Federal.
O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva se encontra nesta sexta-feira (4) com o presidente do
Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em meio ao agravamento da crise
interna na Corte e às dúvidas sobre a condução das investigações relacionadas
ao Banco Master.
Segundo o
jornal O
Globo, os dois participarão, às 10h, no Palácio do Planalto, da
cerimônia de sanção do projeto que cria o Fundo Especial da Justiça Federal
(Fejufe) e o Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (FESTJ). O
procurador-geral da República, Paulo Gonet, também confirmou presença.
O encontro ocorre um dia
depois de Lula cobrar publicamente uma reação de Fachin e da Procuradoria-Geral
da República (PGR). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente defendeu
a adoção de medidas capazes de preservar a credibilidade das apurações sobre o
Banco Master.
“Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o
presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um
processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”, afirmou
Lula.
Sem mencionar
diretamente o ministro Alexandre de Moraes, o presidente disse haver suspeitas
de participação de políticos e agentes públicos no caso. Também defendeu que
todos os envolvidos sejam investigados sem qualquer tipo de proteção
institucional.
Lula ainda
criticou a ocorrência de vazamentos seletivos e pregou mudanças profundas nos
sistemas político e Judiciário. A manifestação foi interpretada como uma
cobrança ao ministro André Mendonça, relator da investigação, responsável por
tornar públicos contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Fachin abre procedimento e exige
informações
A crise se intensificou depois da divulgação de novas mensagens
trocadas entre Vorcaro e Moraes. Diante da repercussão, Fachin abriu na
quinta-feira (3) um procedimento destinado a esclarecer questionamentos
apresentados pela PGR sobre a condução do inquérito.
O presidente do Supremo concedeu prazo de cinco dias úteis para
que André Mendonça, Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e o diretor-geral da
Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem informações.
A iniciativa
coloca a presidência do STF no centro da tentativa de administrar o conflito
entre integrantes da Corte e responder às dúvidas sobre a regularidade das
investigações. A cobrança pública de Lula amplia a pressão institucional sobre
Fachin e Gonet para que assegurem transparência e imparcialidade na apuração.
Embora o encontro desta sexta-feira esteja vinculado à sanção dos fundos destinados à Justiça Federal e ao STJ, a cerimônia reunirá os principais atores envolvidos na resposta institucional à crise. A presença simultânea de Lula, Fachin e Gonet ocorre enquanto o Supremo aguarda os esclarecimentos requisitados e cresce a pressão por uma investigação sem blindagens no caso Master.
Créditos: Brasil 247

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