domingo, 11 de outubro de 2026

12 DE OUTUBRO DIA DA CRIANÇA E DA PADROEIRA DO BRASIL NOSSO SENHORA APARECIDA. ASSISTA AO VÍDEO ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS.

 Foto: iStock

Dia das crianças é feriado nacional? Entenda a origem da data no Brasil. Celebrado em 12 de outubro, a data coincide com o Dia de Nossa Senhora Aparecida.

Nesta segunda-feira, dia 12 de outubro de 2026, os brasileiros e brasileiras comemoram o Dia das Crianças. Em todo o país, a data é reconhecida como um feriado nacional, porém, diferente do que se imagina, o feriado não possui ligação com o Dia das Crianças, e sim com o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

O feriado nacional dedicado a Nossa Senhora foi oficializado em 30 junho de 1980, após aprovação do Congresso e sanção legislativa do então Presidente da República, João Figueiredo. A oficialização foi motivada pela crescente devoção à figura religiosa e pelo Papa Pio XI, que declarou a Mãe de Deus como padroeira do país no mesmo ano. O feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida foi oficializado em     30 de junho de 1980, através da Lei Federal nº 6.802, sancionada pelo então presidente João Figueiredo.

Já o Dia das Crianças surge no calendário brasileiro a partir do 1º Congresso Brasileiro de Proteção à Infância e do 3º Congresso Americano da Infância, realizados no Rio de Janeiro, em 1922. Após esses eventos, em 1924, o presidente Artur Bernardes decretou 12 de outubro como Festa da Criança, posteriormente chamada de Dia das Crianças. Além disso, ainda vale ressaltar que, no Brasil, as crianças eram celebradas informalmente no dia 02 de outubro, data em que a Igreja Católica celebra o Dia dos Anjos da Guarda.

Entretanto, foi a partir da década de 1950 que a data passou a ser popularmente comemorada e ganhou o caráter comercial que prevalece até os dias atuais. Ainda assim, o Dia das Crianças não é considerado um feriado nacional oficial, apenas coincide com a celebração de Nossa Senhora Aparecida.

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA

“Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, Refúgio e consolação dos aflitos e atribulados, Virgem Santíssima, cheia de poder e de bondade, lançai sobre nós um olhar favorável para que sejamos socorridos por vós em todas as necessidades em que nos acharmos.

Lembrai-vos, ó clementíssima Mãe Aparecida, que nunca se ouviu dizer, que algum daqueles que têm a vós recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado a vossa singular proteção, fosse por vós abandonado. Animados com esta confiança, a vós recorremos, tomamos-vos para sempre por nossa Mãe, nossa protetora, consolação e guia, esperança e luz na hora da morte.

Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos e ao vosso Santíssimo Filho, Jesus. Preservai-nos de todos os perigos, da alma e do corpo , dirigi-nos em todos os assuntos espirituais e temporais, livrai-nos da tentação do demônio, para que, trilhando o caminho da virtude, possamos um dia ver-vos e amar-vos, na eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém!"

ASSISTA AO VÍDEO ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS.

sábado, 10 de outubro de 2026

TESOURAÇO DE FLÁVIO BOLSONARO VAI CORTAR NA CARNE. CORTE DE 200 BILHÕES NO ORÇAMENTO? ASSISTA. AO VÍDEO.

Flávio Bolsonaro e seu "tesouraço" (Blog Edmilson Moura / Divulgação)

A equipe econômica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro estuda uma proposta de ajuste fiscal que prevê a redução de despesas obrigatórias entre R$ 200 bilhões e R$ 250 bilhões por meio de uma "Super PEC". Enquanto a oposição critica o impacto potencial da medida em programas sociais e pisos constitucionais de saúde e educação, aliados negam cortes em benefícios vulneráveis e apontam a racionalização da máquina pública como foco da economia. Para mais detalhes sobre a proposta de ajuste fiscal, acesse InfoMoney

Tesouraço anunciado por Flávio Bolsonaro (PL) como uma das principais bandeiras de campanha junto ao sistema financeiro, segue sendo uma incógnita para a maioria dos brasileiros. O senador afirmou que só vai revelar onde serão feitos os “cortes” caso seja eleito presidente.

No entanto, um vídeo divulgado no dia 06.10.2026 pela campanha de Lula expõe quais serão os cortes no orçamento que fazem parte do plano de Flávio Bolsonaro.

“Cortes no Farmácia Popular. Minha Casa, Minha Vida. Mais Médicos. Combate ao câncer. Cisternas. Merenda escolar. Prevenção de desastres. Quando um Bolsonaro fala em “tesouraço”, o Brasil sabe exatamente quem paga a conta”, diz a publicação no perfil de Lula ao divulgar o vídeo.

Nas imagens são mostrados cortes feitos por Jair Bolsonaro (PL) durante seu governo. Todos eles sobre políticas públicas que favorecem programas para a população.

“Quando um dos Bolsonaros fala em corte, é preciso relembrar para não repetir”, diz a locutora. Em seguida, são apresentadas uma série de manchetes que mostram onde foram feitos os cortes.

“O governo Jair Bolsonaro cortou em 59% o orçamento em 2023 do programa Farmácia Popular, que atende mais de 21 milhões de brasileiros com medicamentos gratuitos”, diz a CNN.

Em seguida, os jornalistas mostram cortes do ex-governo Jair Bolsonaro no combate ao câncer, no financiamento da casa própria, além do veto pelo ex-presidente do reajuste aprovado pelo Congresso Nacional do valor repassado a estados e municípios para a alimentação escolar.

“Agora Flávio Bolsonaro quer dar continuidade ao legado perverso do pai e cortar tudo aquilo que o povo reconquistou”, diz a locutora.

🗣️ O QUE DIZ FLÁVIO BOLSONARO E SUA CAMPANHA (DEFESA)

O candidato negou publicamente que fará cortes em benefícios de pessoas necessitadas

·         Foco na máquina pública: Flávio Bolsonaro e seus coordenadores econômicos, como Daniella Marques e Adolfo Sachsida, afirmam que o ajuste será feito cortando privilégios e ineficiências de dentro da máquina pública (como redução de cargos comissionados e digitalização), e não penalizando a população.

·         Garantia dos programas: A campanha declarou oficialmente que pretende "preservar e fortalecer" os programas sociais e assegurou que o salário mínimo continuará sendo reajustado acima da inflação. Flávio classificou os alertas de cortes em benefícios como "fake news" da oposição.

🔴 O QUE DIZ A OPOSIÇÃO (CRÍTICAS)

A campanha do presidente Lula e ministros do atual governo usam a proposta para alertar sobre os riscos aos direitos sociais.

·         Programas em risco: O governo atual argumenta que um corte dessa magnitude tornaria inviável manter programas vitais como o Bolsa Família, Pé-de-Meia, Farmácia Popular e o Minha Casa, Minha Vida. Segundo os críticos, o orçamento discricionário dos ministérios não suportaria a redução sem afetar diretamente o atendimento e os repasses sociais.

ASSISTA AO VÍDEO:

SÓ JESUS NA CAUSA.

VOX, QUE ACERTOU NO PRIMEIRO TURNO, APONTA LULA À FRENTE. NO SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2026.

Foto: Ricardo Stuckert/ PR.

Petista tem 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico.

O presidente Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 44,2% das intenções de voto contra 42,7%, na primeira pesquisa do instituto Vox Brasil para o segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 1,5 ponto percentual configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2,15 pontos.

No primeiro turno, o Vox Brasil apontava Flávio Bolsonaro com 41,2% das intenções de voto, contra 40,4% de Lula. O instituto esteve entre os que acertaram ao indicar a liderança do senador na disputa.

Nos votos válidos para o segundo turno, que excluem brancos, nulos e indecisos, Lula registra 50,9%, enquanto Flávio soma 49,1%.

ELEITORADO INDICA DEFINIÇÃO DE VOTO

Segundo o levantamento, 76,2% dos entrevistados afirmam estar totalmente decididos e não pretender mudar de candidato. Outros 13,4% têm uma preferência definida, mas admitem alterar a escolha.

A pesquisa aponta ainda que 81,6% dos eleitores afirmam que comparecerão às urnas com certeza no dia 25 de outubro.

Sobre os apoios declarados por candidatos derrotados no primeiro turno, 63,4% dizem que essas manifestações não influenciarão sua decisão de voto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados na disputa do segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (9/10). Lula, candidato à reeleição, tem 44,2% das intenções de voto, e Flávio, 42,7%. A diferença de 1,5 ponto percentual fica dentro da margem de erro, de 2,15 pontos para mais ou para menos.

O levantamento foi realizado presencialmente com 2.100 eleitores, entre 5 e 7 de outubro, e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-09623/2026. A pesquisa tem nível de confiança de 95%.

Saiba mais em Carta Capital.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O AJUSTE FISCAL DE FLAVIO BOLSONARO SE FOR ELEITO. E A REDEMOCRATIZAÇÃO O QUE É ISSO?

O ajuste das contas públicas é uma das principais promessas econômicas de Flávio Bolsonaro (PL) para um eventual governo.

A campanha fala em uma economia equivalente a 1,5% do PIB e em uma nova regra...

O tamanho da meta, porém, ajuda a dimensionar o desafio: considerando o PIB nominal projetado pelo governo para 2026, 1,5% corresponde a cerca de R$ 204 bilhões.

Até agora, a campanha não apresentou uma conta detalhada mostrando quanto cada medida contribuiria para alcançar esse valor.

O programa de governo prevê um “tesouraço” nas despesas públicas, com redução de pelo menos dez ministérios, corte de cargos comissionados, diminuição de despesas administrativas e combate a supersalários.

ONDE ESTÃO OS GASTOS

O problema fiscal brasileiro está concentrado principalmente em despesas que não podem ser reduzidas apenas por decisão administrativa.

Na previsão orçamentária para 2026, a Previdência Social responde por cerca de R$ 1,1 trilhão.

As despesas com pessoal e encargos sociais somam aproximadamente R$ 457 bilhões.

Abono salarial e seguro-desemprego representam cerca de R$ 97 bilhões, enquanto o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, fica na casa de R$ 130 bilhões.

Por isso, medidas como reduzir ministérios e cargos podem produzir economia, mas não é possível assumir que todo o orçamento associado a essas estruturas desaparecerá. Órgãos podem ser fundidos e atribuições transferidas sem que as despesas deixem de existir.

O QUE AINDA FALTA EXPLICAR.

A campanha de Flávio já apresentou os principais caminhos que pretende seguir, mas ainda não abriu a conta completa.

A pergunta que ficará para a campanha e, caso Flávio seja eleito, para o próximo governo é direta.

Como transformar uma meta de cerca de r$ 204 bilhões em medidas concretas, sem elevar impostos e sem comprometer despesas que têm pouca margem para corte?

Mais de onde vem mesmo esse ajuste fiscal se Flavio Bolsonaro for eleito?

Ulysses Guimarães apresenta a Constituição Cidadã no plenário, após 20 meses de intensos debates que envolveram toda a sociedade. Foto: Montagem com fotos do Arquivo Câmara Federal


REDEMOCRATIZAR, DE NOVO? O QUE FLÁVIO PROPÕE 38 ANOS DEPOIS DE ULYSSES.

Candidato promete usar maioria no Congresso para mudar a Constituição; história mostra que pêndulos assim raramente param no meio.

Quando Ulysses Guimarães ergueu a Constituição no Plenário, em 5 de outubro de 1988, a palavra redemocratização tinha um sentido preciso. Designava a saída de 21 anos de regime militar. Nesse período, o Congresso foi fechado mais de uma vez, a imprensa viveu sob censura, opositores foram presos, exilados e mortos, e o presidente da República era escolhido por um colégio eleitoral controlado pelos generais.

A transição foi lenta e negociada. Começou com a anistia de 1979, passou pela campanha das Diretas Já, derrotada no Congresso em 1984, e chegou ao poder civil em 1985 por um arranjo improvável. José Sarney, que havia presidido o partido ARENA, assumiu a Presidência no lugar de Tancredo Neves, sem nunca ter recebido um voto popular para o cargo. Ulysses, que apoiara o golpe de 1964 e depois passara duas décadas na oposição, comandou a Assembleia Constituinte.

Os dois se desentenderam em quase tudo, do tamanho do mandato presidencial ao sistema de governo. Ainda assim, o texto final saiu de uma negociação que reuniu esquerda, centro e conservadores ao longo de 20 meses, com mais de 12 milhões de assinaturas em emendas populares. Ninguém conseguiu tudo o que queria. O resultado foi uma Constituição com três Poderes independentes e harmônicos, que se fiscalizam mutuamente, e com cláusulas que nenhuma maioria futura poderia abolir.

Trinta e oito anos depois, a palavra voltou ao centro da campanha presidencial com outro sentido. Ao receber o apoio de Ronaldo Caiado em Goiânia, Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno à frente de Lula com 47% dos votos válidos, disse que pretende usar a nova bancada conservadora para mudar a Constituição e "redemocratizar esse país". Segundo seus aliados, a frase se refere ao plano de governo, que prevê limitar as decisões individuais dos ministros do Supremo, tirar do STF o julgamento de parlamentares e autoridades, acabar com a reeleição e reduzir a maioridade penal.

A agenda penal vai além. O plano "Brasil sem Medo", apresentado em junho, prevê castração química para condenados por estupro, punição como adultos para jovens a partir de 14 anos em crimes graves e presídios no modelo de El Salvador. No Recife, segurando um facão cenográfico, Flávio repetiu a promessa de castração química aos abusadores.

São propostas que dividem o país, mas que encontram apoio em parte expressiva do eleitorado. Elas também se contrapõem a outro movimento que marcou as últimas duas décadas, o avanço de uma pauta de direitos quase sempre pelas mãos do Supremo. Em 2008, o tribunal liberou as pesquisas com células-tronco embrionárias. Em 2011, reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, o que abriu caminho para o casamento civil dois anos depois. Em 2012, autorizou a interrupção da gravidez de fetos anencéfalos e validou as cotas raciais nas universidades. Vieram depois a mudança de nome de pessoas trans sem cirurgia, em 2018, a equiparação da homofobia ao crime de racismo, em 2019, e a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal, em 2024.

DECLARAÇÃO PERIGOSA

Para o jurista Yarochewsky, atribuir à Constituição os problemas do país e apresentar sua alteração como caminho para uma nova democratização é especialmente problemático. “Essa frase: vamos mudar a Constituição para redemocratizar o país, além de enigmática, é extremamente perigosa”, afirma.

A Constituição, contudo, não é imutável. É justamente nesse ponto que a avaliação de Rita Cortez, presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), acrescenta uma ressalva importante.

Segundo ela, alterações constitucionais fazem parte do processo político brasileiro e o texto de 1988 já foi modificado diversas vezes. Existem, porém, regras para sua alteração e limites que precisam ser respeitados.

“Ele não vai conseguir fazer todo e qualquer projeto de emenda”, afirmou Rita, ao comentar as propostas apresentadas por Flávio. Para ela, é preciso evitar a interpretação de que a simples existência de uma maioria política permitiria ao candidato alterar livremente a Constituição.

A avaliação da presidente do IAB também introduz uma diferença importante na interpretação da fala de Flávio. Para ela, o anúncio feito no contexto eleitoral funciona, neste momento, como retórica de campanha e mobilização de bases de apoio e de eleitorado.

Absurdos podem acontecer

Isso não significa, porém, que a declaração possa ser ignorada. Ao contrário. Para Rita, o fator decisivo é a composição do Congresso Nacional e a disposição dos parlamentares de transformar essas promessas em propostas efetivas.

“Dependendo da composição do Congresso, um absurdo pode acontecer”, afirma. Ela lembra a reforma trabalhista de Michel Temer como exemplo de uma mudança de grande alcance aprovada rapidamente quando houve interesse político no Parlamento.

O novo Congresso terá o Partido Liberal (PL), de Flávio, com as maiores bancadas nas duas Casas: 121 deputados federais e 28 senadores. O número, entretanto, não permite ao partido aprovar sozinho uma alteração constitucional. Uma PEC precisa de três quintos dos votos dos deputados e dos senadores, em dois turnos de votação em cada Casa — 308 deputados e 49 senadores. O PL, portanto, precisará formar alianças para aprovar mudanças constitucionais.

É justamente por isso que a declaração de Flávio precisa ser analisada em duas dimensões: a Constituição pode ser alterada, mas não de qualquer maneira. É o que explica Lenio Streck, ex-procurador de Justiça do Rio Grande do Sul, professor de Direito Constitucional da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e membro catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional.

Núcleo e estrutura que pode cair

Para Streck, a possibilidade de alterar o texto constitucional faz parte do funcionamento normal da democracia. “Não há nenhum problema de alterar a Constituição. A Constituição já tem 130 emendas. Faz parte do jogo. O Parlamento é o poder constituinte derivado.” Só que o poder de reforma, adverte, não é ilimitado.

O artigo 60 da Constituição estabelece as chamadas cláusulas pétreas, que protegem a forma federativa do Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.

“Não pode, por exemplo, instituir a monarquia, acabar com um dos Poderes ou com a relação de Poderes”, afirma Streck. Ele chama atenção ainda para limitações que, embora não estejam expressamente enumeradas entre as cláusulas pétreas, decorreriam da própria estrutura constitucional.

“A Constituição tem um núcleo, tem uma ossatura. Dependendo dos ossos que você mexe, cai todo o corpo, cai a estrutura”, compara.

Não cabe, a partir das afirmações recentes de Flávio, concluir que uma ruptura constitucional esteja anunciada. Mas elas recolocam uma questão apontada pelos juristas ouvidos pela reportagem: até onde uma maioria parlamentar pode ir ao alterar instituições encarregadas de controlar o próprio poder político?

Para Yarochewsky, a preocupação está também nos efeitos que essas mudanças podem produzir sobre direitos sociais e garantias individuais. A Constituição de 1988, afirma, não pode ser compreendida apenas como um conjunto de regras de funcionamento do Estado. Ela incorpora direitos conquistados no processo de redemocratização do país, que esteve 21 anos submetido a uma ditadura.

Rita Cortez e Streck, por sua vez, ressaltam que a alteração da Constituição faz parte do processo democrático, desde que respeitados os procedimentos e limites estabelecidos pelo próprio texto constitucional.

É nesse ponto que a declaração de Flávio ainda deixa uma lacuna: se eleito, quais mudanças pretende efetivamente levar ao Congresso e qual será o alcance delas sobre direitos, garantias e o equilíbrio entre os Poderes?

"TODO O PODER EMANA DO POVO, QUE O EXERCE POR MEIO DE REPRESENTANTES ELEITOS OU DIRETAMENTE, NOS TERMOS DESTA CONSTITUIÇÃO."

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O BRASIL É A FAVOR DO FIM DA ESCALA 6 POR 1, O QUE DIZEM LULA E FLÁVIO BOLSONARO SOBRE O FIM DA ESCALA 6X1?


A maior parte da população brasileira é a favor do fim da escala 6x1.

·  Apoio popular: Pesquisas de opinião mostram que cerca de 73% a 78% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1 (seis dias trabalhados por um de descanso), desde que não haja redução nos salários.

· Tramitação no Congresso: Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas (sem corte salarial) já foi aprovada na Câmara dos Deputados e começou a tramitar no Senado Federal.

·Debates políticos: Enquanto o governo e parlamentares aliados pressionam pela aprovação rápida da mudança, setores da oposição apresentam alternativas — como a PEC 12/2026, defendida por aliados de Flávio Bolsonaro, que propõe um regime de pagamento por hora flexível.

O QUE DIZEM LULA E FLÁVIO BOLSONARO SOBRE O FIM DA ESCALA 6X1? VEJA O QUE CADA UM DEFENDE.

 

Lula é a favor de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, enquanto Flávio Bolsonaro defende 'jornada flexível'

O plenário do Senado inicia nesta terça-feira a discussão da proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 de trabalho, em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais.

A proposta foi aprovada em maio na Câmara dos Deputados, com ampla maioria (472 votos contra 22 em primeiro turno). A expectativa era que o texto fosse aprovado antes do primeiro turno das eleições, mas a proposta foi represada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Em setembro, o texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora precisa passar por cinco sessões de debates no plenário antes de ser votado em primeiro turno.

O PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT) E O CANDIDATO E SENADOR FLÁVIO BOLSONARO (PL) DIVERGEM SOBRE A PROPOSTA EM TRAMITAÇÃO. VEJA COMO PENSA CADA UM DELES:

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é crítico à proposta de fim da escala 6x1 disse que sua alternativa é 'infinitamente melhor' ao modelo analisado pelo Senado.

Flávio também chamou de "oportunista" a defesa que Lula faz do projeto.

Mas, antes do primeiro turno, Flávio evitou dizer como votaria enquanto senador na proposta em tramitação. Primeiro vota a nossa proposta, depois vê o que faz. Vocês estão querendo arrancar uma palavra da minha boca, o que vocês querem é a resposta que eu não vou dar para vocês — disse ele, em entrevista a jornalistas em Brasília no mês passado, ao afirmar que seu projeto daria "liberdade ao trabalhador de escolher a sua própria carga horária".

Flávio Bolsonaro defende abertamente uma outra PEC, proposta pela bancada do PL, que prevê que o trabalhador seja pago por hora trabalhada — algo que, na prática, pode significar salário menor caso a jornada seja reduzida. Já a PEC analisada pelo Senado prevê um dia a mais de folga, sem redução no pagamento do empregado.

·  Fim da escala 6x1 chega ao plenário do Senado dois dias após o 1º turno das eleições: entenda tramitação da proposta

O plano de governo do candidato do PL não faz menção ao fim da escala de trabalho 6x1. A única proposta sobre jornada sugere a criação de uma "jornada flexível" em que o trabalhador e a empresa "combinem diretamente as condições de trabalho que funcionam para os dois, dentro da lei, em vez de seguir uma regra única imposta a todos", segundo o próprio documento de propostas do candidato.

O que diz Lula sobre o fim da escala 6x1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a proposta em tramitação de fim da escala 6x1, que reduz a jornada de 44 horas semanais para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

O petista incluiu o tema em seu plano de governo e afirma que manterá ação junto ao Senado para assegurar o fim da escala 6x1. O documento do seu programa também propõe a criação de empregos aos jovens com "jornada de trabalho não exaustiva". Lula também fala em "aprimorar" a legislação trabalhista para que sejam alteradas regras que "induzem a precarização das condições de trabalho".

Em entrevista ao Metrópoles em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que “não misturaria” outros temas que podem ser discutidos adiante, como o trabalho flexível, que autorizaria o pagamento por horas, que já foi defendido por Flávio Bolsonaro (PL).

Há necessidade de discutir outros temas? Eu não misturaria, atrasando a votação do fim da escala 6x1, até porque isso pode se perder. É um tema que ganhou visibilidade, a população tem pedido. Acho que a gente tem que avançar.

Durigan disse que não “fecharia a porta” para debater outros temas, como “o espaço que uma negociação coletiva possa ter na discussão de determinados itens do mundo do trabalho”.

LULA DIZ QUE PL DE FLÁVIO BOLSONARO TENTA BARRAR VOTAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 NO SENADO.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (6) que o PL, partido de Flávio Bolsonaro, age para atrapalhar a votação pelo fim da escala 6×1 no Senado. A Casa deu início às discussões sobre a PEC (proposta de emenda à Constituição) no fim do dia.

“O dia de hoje é importante porque o meu adversário vai ter que tomar uma decisão, se vai mandar  “O dia de hoje é importante porque o meu adversário vai ter que tomar uma decisão, se vai mandar a bancada do partido dele votar favorável ao fim da jornada 6×1”, disse Lula.

“Pelo que eu fui informado, eles estão tentando atrapalhar a votação para que essa votação não aconteça. E a sociedade brasileira está de olho, porque é um tema de muita vontade dos brasileiros, que mexeu com milhões e milhões de trabalhadores no país”. As informações são da Folha de S. Paulo.

FLÁVIO BOLSONARO CHAMA FIM DA 6×1 DE OPORTUNISMO E DEFENDE JORNADA DEFINIDA PELO TRABALHADOR

Candidato à Presidência criticou proposta apoiada pelo governo Lula e defendeu modelo em que trabalhador escolhe quantidade de horas trabalhadas.

A PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1, está sendo discutida no plenário do Senado. O texto reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso semanal, sem redução de salário.

12 DE OUTUBRO DIA DA CRIANÇA E DA PADROEIRA DO BRASIL NOSSO SENHORA APARECIDA. ASSISTA AO VÍDEO ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS.

  Foto: iStock Dia das crianças é feriado nacional? Entenda a origem da data no Brasil. Celebrado em 12 de outubro, a data coincide com o ...