domingo, 21 de junho de 2026

PESQUISA DATAFOLHA CONFIRMA LIDERANÇA DE LULA NO PRIMEIRO E NO SEGUNDO TURNO.

Lula lidera no Datafolha(Photo: Brasil 247 / Dall-E)Brasil 247 / Dall-E

Presidente aparece com 41% contra 31% de Flávio Bolsonaro no cenário principal e venceria todos os adversários testados em eventual segundo turno.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança na corrida presidencial de 2026, segundo nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20). No cenário mais provável de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro (PL), consolidando uma vantagem de dez pontos sobre o principal nome da oposição.

O levantamento, publicado pela Folha de S.Paulo, mostra estabilidade em relação à rodada anterior, quando Lula tinha 40% e Flávio Bolsonaro aparecia com os mesmos 31%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 139 cidades, na quarta-feira (17) e na quinta-feira (18). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

Lula lidera isolado no primeiro turno

No principal cenário estimulado, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem isolados à frente dos demais pré-candidatos. Depois do presidente, com 41%, e do senador, com 31%, surgem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%.

Na sequência aparecem Romeu Zema (Novo), Aécio Neves (PSDB), Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante), todos com 2%. Joaquim Barbosa (DC), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1% cada. Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 4% dizem não saber em quem votar.

A pesquisa também trouxe novidades na composição do cenário eleitoral, como a entrada de Aécio Neves, nome cogitado pelo PSDB para a disputa presidencial, e a substituição de Aldo Rebelo por Joaquim Barbosa no DC.

Presidente também lidera nas simulações de segundo turno

O Datafolha confirma a vantagem de Lula também nas simulações de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente mantém o mesmo placar registrado há um mês: 47% para Lula e 43% para o senador. Brancos e nulos somam 8%, e 1% não sabe.

A estabilidade ocorre após o impacto inicial do caso Dark Horse, nome do filme sobre Jair Bolsonaro que Flávio Bolsonaro teria tentado financiar com recursos de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Na rodada anterior, realizada depois da revelação do pedido de dinheiro, a diferença entre Lula e Flávio no segundo turno havia chegado a quatro pontos.

Segundo o levantamento, o escândalo que atingiu Flávio Bolsonaro também passou a produzir efeitos no campo governista, após desdobramentos envolvendo o Banco Master. A nova pesquisa, porém, capta apenas parcialmente esse movimento, pois foi feita nos dias 17 e 18, sendo que a operação da Polícia Federal que mirou Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, ocorreu no dia 18.

Lula vence Caiado e Zema em disputas diretas

O Datafolha também testou outros dois cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 47%, ante 41% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos são 10%, e 2% não sabem. A diferença entre os dois oscilou de nove pontos na pesquisa anterior, quando o placar era de 48% a 39%, para seis pontos no levantamento atual.

Na simulação contra Romeu Zema, Lula tem 48%, contra 39% do ex-governador de Minas Gerais. A diferença é a mesma observada na rodada anterior. Nesse cenário, brancos e nulos somam 11%, e 2% não sabem.

Os resultados indicam que, apesar da estabilidade geral, Lula segue como favorito nas principais simulações testadas pelo instituto, mantendo vantagem tanto no primeiro turno quanto em todos os cenários de segundo turno apresentados.

Pesquisa espontânea reforça polarização entre Lula e Flávio

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula também lidera. O presidente é citado por 30% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 17%.

Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos registram 1% cada. O resultado reforça a posição de Flávio Bolsonaro como principal nome do campo anti-Lula, embora ainda distante do presidente na lembrança espontânea do eleitorado.

A pesquisa também mediu a rejeição dos principais nomes da disputa. Quando perguntados em qual candidato não votariam de jeito nenhum, 48% dos entrevistados citaram Flávio Bolsonaro, enquanto 46% mencionaram Lula. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Aécio Neves aparece em terceiro lugar no índice de rejeição, com 23%. Romeu Zema é rejeitado por 17%, e Ronaldo Caiado, por 14%.

O dado mostra que a disputa permanece fortemente polarizada. Ao mesmo tempo em que Lula lidera as intenções de voto, tanto ele quanto Flávio Bolsonaro concentram altos índices de rejeição, o que tende a manter a eleição marcada por forte antagonismo político.

Caso Dark Horse e Banco Master entram no centro da disputa

O caso Dark Horse teve impacto relevante na trajetória eleitoral de Flávio Bolsonaro. Em abril, o senador havia conseguido empatar com Lula na simulação de segundo turno. Depois da revelação de que ele havia pedido dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro, a diferença voltou a favorecer Lula.

No primeiro turno, a vantagem do presidente, que era de três pontos, chegou a nove pontos na rodada anterior e agora está em dez pontos. Para Flávio, a estabilidade do novo levantamento pode ser lida como sinal de contenção de danos. Para Lula, porém, o resultado indica que o governo ainda não conseguiu ampliar sua vantagem de forma significativa.

A situação se tornou mais complexa para o Palácio do Planalto depois que o escândalo do Banco Master passou a atingir também figuras próximas ao governo. A operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, amigo de Lula e líder do governo no Senado, acendeu um alerta entre governistas, que temem perder força na exploração política do caso contra Flávio.

Pacote econômico e escala 6x1 ainda não impulsionam Lula

O Datafolha é o primeiro levantamento divulgado após a Câmara dos Deputados aprovar o fim da escala 6x1, uma das principais apostas do governo Lula para ampliar seu apoio popular. A proposta, no entanto, está travada no Senado e corre o risco de ficar para depois de outubro.

O governo também tenta capitalizar um pacote de medidas de mais de R$ 140 bilhões em créditos e subsídios. Até o momento, porém, a pesquisa indica que essas iniciativas ainda não produziram um salto expressivo nas intenções de voto do presidente.

A menos de dois meses do início oficial da campanha, Lula e Flávio Bolsonaro têm travado embates em temas como soberania, Pix e segurança pública. Depois de um encontro com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, Flávio conseguiu que facções criminosas fossem consideradas terroristas pelos EUA e apresentou uma série de propostas de linha dura para reanimar sua base conservadora.

Em resposta, Lula prometeu um programa contra roubo de celulares e cobrou a presença de ministros em inaugurações de obras pelo país. Governistas também passaram a investir em ataques a Flávio Bolsonaro, classificando-o como traidor por seu alinhamento aos Estados Unidos em meio à ameaça de novas tarifas contra o Brasil.

Recortes do eleitorado mostram bases consolidadas

Os recortes do Datafolha reforçam tendências já conhecidas pelas campanhas. Lula tem desempenho superior entre mulheres, donas de casa, estudantes, eleitores mais pobres, menos escolarizados, pretos, homossexuais e bissexuais, além de liderar com ampla vantagem no Nordeste, onde chega a 61%.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresenta melhor desempenho entre empresários, eleitores de renda mais alta, evangélicos, brancos e moradores do Sul. Na região Sul, o senador alcança 54%.

Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula marca 52% entre mulheres, contra 37% de Flávio. Entre donas de casa, o presidente tem 56%, e o senador, 38%. Entre estudantes, Lula aparece com 55%, ante 38% do bolsonarista. Já no universo dos empresários, Flávio lidera com 69%, enquanto Lula registra 25%.

O desempenho mais fraco entre mulheres ajuda a explicar a busca de Flávio Bolsonaro por uma vice mulher, numa tentativa de reduzir a desvantagem em um segmento decisivo do eleitorado.

sábado, 20 de junho de 2026

BACABAL-MA A MATERNIDADE REGIONAL “É A REALIZAÇÃO DE UM GRANDE SONHO PARA BACABAL”, DIZ ROBERTO COSTA DURANTE AUTORIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DA MATERNIDADE REGIONAL. VEJA AS IMAGENS.

Bacabal viveu, no dia 19/06/2026, um momento histórico para a saúde pública com a assinatura da Ordem de Serviço para a construção da Maternidade Regional de Alta Complexidade. A solenidade foi realizada na Avenida João Alberto, ao lado do IFMA, local onde a maternidade será construída, e reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, além da população em geral.

O equipamento será uma Maternidade Porte II, com 150 leitos, e integra os investimentos do Novo PAC Saúde. O projeto representa um dos maiores aportes da história recente da saúde materno-infantil na região, com investimento total de R$ 153 milhões, sendo R$ 60 milhões destinados às obras e R$ 93 milhões à aquisição de equipamentos, além de contrapartidas do Governo do Maranhão e da Prefeitura de Bacabal.

Durante a solenidade, o Secretário Adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, representante do Ministério da Saúde, Jerzey Timóteo, destacou a dimensão da obra e seu impacto regional. “É uma das maiores obras do PAC Saúde, com orçamento direto de 153 milhões de reais. É a garantia do cuidado, prefeito, não só das mulheres de Bacabal, mas da região vizinha. De forma que nós entendemos pela nossa pactuação regional, iremos atender 2 milhões de habitantes, as gestantes no período do parto e pós-parto e quando precisar. Temos também ali uma estrutura de UTI neonatal e pediátrica.”

A nova maternidade será referência em atendimento de média e alta complexidade para Bacabal e toda a região do Médio Mearim, alcançando também municípios das regionais de Barra do Corda, Codó, Pedreiras, Presidente Dutra, Santa Inês e Zé Doca, somando cerca de 82 municípios e uma população estimada em aproximadamente 2 milhões de habitantes.

O governador Carlos Brandão destacou a parceria entre os entes federativos e a importância estratégica do investimento para o Maranhão. “Uma das maiores maternidades do estado do Maranhão. É uma parceria do Governo Federal, através do presidente Lula, do Governo do Estado e do Governo Municipal. O Roberto nos doou este terreno aqui, que ele conseguiu com a UFMA. Essa maternidade será construída na Avenida João Alberto, ao lado do IFMA e vai atender mais de 2 milhões de pessoas.”

A estrutura da unidade contará com atendimento humanizado e serviços de alta complexidade, incluindo urgência e emergência obstétrica e ginecológica 24 horas, internação hospitalar, terapia intensiva, atendimento ambulatorial, banco de leite humano, salas de acolhimento para vítimas de violência, além de suítes para pré-parto, parto e pós-parto e centros de parto normal intra-hospitalares.

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, ressaltou o significado do momento para o município e para toda a região.

“Para nós é a realização de um grande sonho da nossa cidade e da nossa região. Essa maternidade vai garantir a vida das nossas gestantes e todas as crianças que, em algum momento, precisarem de um tratamento de alta complexidade. Teremos UTIs garantidas para crianças, UTI materna garantida para as mães. E dessa forma, com nossa união com o presidente Lula e o governador Brandão, temos construído coisas importantes para nossa cidade e, acima de tudo, garantido saúde de qualidade para toda a nossa população”, disse o gestor.

A solenidade também contou com a entrega de 306 tablets e fardamentos para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), além da entrega de três motocicletas para mototaxistas e motofretistas, por meio do Programa Avança Maranhão, reforçando o conjunto de ações integradas de fortalecimento da saúde e da mobilidade no município.

VEJA AS IMAGENS:






COPA DO MUNDO: BRASIL 3 X 0 HAITI: VEJA OS GOLS E MELHORES MOMENTOS DA VITÓRIA DA SELEÇÃO. ASSISTA AO VÍDEO.

Matheus Cunha, duas vezes, e Vini Jr. marcaram no primeiro triunfo brasileiro da Copa de 2026.

A Seleção Brasileira fez o dever de casa e venceu o Haiti por 3 a 0, nesta sexta-feira (19), pela segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. 

(CLIQUE AQUI) e assista ao vídeo.

Todos os gols saíram no primeiro tempo. Matheus Cunha marcou os dois primeiros, e Vini Jr., que havia participado diretamente de ambos, ampliou.

Na próxima quarta-feira (24), com jogos simultâneos às 19h (de Brasília), a classificação final do grupo será decidida. O Brasil enfrenta a Escócia em Miami, enquanto o Marrocos encara o Haiti em Atlanta.

Brasil venceu o Haiti por 3 a 0, nesta sexta-feira, e deixou a situação bem encaminhada para classificação no Grupo C da Copa do Mundo. Com quatro pontos, a seleção brasileira é líder da chave e precisa de pelo menos um empate com a Escócia, na próxima quarta-feira, para garantir vaga na segunda fase.

Como os marroquinos venceram os escoceses, mais cedo nesta sexta, a seleção africana tem a mesma pontuação do Brasil e ocupa a segunda posição por conta do saldo de gols. A Escócia é a terceira, com três pontos, e o Haiti é lanterna, ainda sem pontuar

Caso o Brasil empate com a Escócia, e o Marrocos vença o Haiti, a seleção brasileira ainda avançaria com a segunda posição, pois não seria ultrapassada pelos europeus. No entanto, se o Brasil perder na próxima quarta-feira, junto de uma vitória marroquina, a classificação já não seria garantida. Isso porque a Seleção terminaria na terceira posição.

Caso o Brasil empate com a Escócia, e o Marrocos vença o Haiti, a seleção brasileira ainda avançaria com a segunda posição, pois não seria ultrapassada pelos europeus. No entanto, se o Brasil perder na próxima quarta-feira, junto de uma vitória marroquina, a classificação já não seria garantida. Isso porque a Seleção terminaria na terceira posição.

Para a Escócia, um empate com o Brasil encaminha um lugar na próxima fase ao menos como um dos melhores terceiros colocados. Uma derrota contra a Seleção deixa a situação dos europeus complicada.

O Haiti, por sua vez, está eliminado. Mesmo que vença Marrocos e chegue aos três pontos, os haitianos não poderiam chegar à terceira colocação por causa do primeiro critério de desempate, que é o confronto direto. A equipe caribenha chegaria aos mesmos três pontos da Escócia, mas como perdeu para o time europeu na primeira rodada, ficaria atrás na classificação.

Por que é importante ser líder do grupo?

Terminar na liderança do Grupo C garante ao Brasil vantagens estratégicas e logísticas. Primeiro, enfrentar o 2º colocado do Grupo F, de Holanda, Japão, Suécia e Tunísia na segunda fase. Teoricamente é melhor duelar contra o vice-líder do que contra o líder do grupo.

Mais importante ainda seria jogar esta fase de mata-mata em Houston, mantendo a base de treinamentos e viagens mais curtas na Costa Leste dos EUA. Se ficar em segundo, o Brasil vai precisar viajar para Monterrey, no México, para disputar a segunda fase. Na terceira posição, teria inúmeras possibilidades momentaneamente em aberto.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

TCE COBRA EXPLICAÇÕES SOBRE REPASSES AO FUNDO DA CRIANÇA FEITOS NA GESTÃO BRAIDE.

Eduardo Braide

A gestão do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), voltou ao radar do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA). A Corte concedeu um prazo adicional para que a Prefeitura apresente esclarecimentos sobre supostas irregularidades nos repasses de recursos ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, referentes ao exercício de 2025, período em que Braide ainda comandava o Executivo municipal.

O caso tem origem em uma denúncia que aponta atrasos, omissões e insuficiência na transferência de receitas que deveriam ter sido destinadas ao fundo. Os questionamentos foram reforçados por um relatório técnico do próprio tribunal e por manifestação do Ministério Público de Contas.

Embora a Prefeitura esteja atualmente sob o comando da prefeita Esmênia Miranda, os fatos investigados dizem respeito à administração anterior. Por isso, o foco da apuração recai sobre atos praticados durante a gestão Braide, que deixou o cargo em abril deste ano para disputar o Governo do Maranhão.

Em parecer encaminhado ao processo, o Ministério Público de Contas defendeu que o município apresente informações detalhadas sobre os valores que deveriam ter sido repassados, os montantes efetivamente transferidos e os impactos causados pela eventual falta de recursos destinados às políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes.

O órgão também sugeriu a realização de uma auditoria operacional para avaliar os reflexos da situação no atendimento à população beneficiada pelos programas financiados pelo fundo.

Atendendo a um pedido da defesa do município, o TCE concedeu mais 30 dias para a apresentação dos esclarecimentos. O novo prazo termina em 17 de julho.

No despacho, o tribunal alerta que, caso não haja manifestação dentro do período estabelecido, os apontamentos constantes no relatório técnico poderão ser considerados verdadeiros para fins processuais, permitindo o prosseguimento do caso para julgamento.

Você pode acompanhar as decisões do órgão no portal oficial do TCE-MA e os detalhes das ações do órgão ministerial no site do MPMA.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

MUNDO: PREÇOS DO PETRÓLEO CAEM APÓS ANÚNCIO DO ACORDO DE PAZ ENTRE “IRÔ E “EUA”

Preço do petróleo reage ao noticiário sobre acordo entre EUA e Irã.

+ EUA e Irã anunciam acordo para fim da guerra e fim do bloqueio naval em Ormuz

Por volta das 23h50 GMT de domingo (20h50 em Brasília), o preço do barril do Brent do Mar do Norte para entrega em agosto, referência do mercado global, caía 3,98%, para US$ 83,93. O West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, recuava 4,45%, para US$ 81,10 dólares, após ter caído cerca de 5% na abertura. Veja mais cotações.

Washington e Teerã chegaram a um acordo para encerrar “de maneira imediata e permanente” a guerra no Oriente Médio em todas as frentes, incluindo o Líbano, anunciou nesta segunda-feira o mediador paquistanês.

O tráfego nessa passagem estratégica estava paralisado desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o que provocou uma forte alta dos preços do petróleo.

Cerca de um quinto de todo o petróleo bruto mundial normalmente passa pelo Estreito de Ormuz.

“Antes do conflito, cerca de 140 navios transitavam diariamente pelo estreito. O tráfego melhorou, mas continua muito abaixo da normalidade. Uma verdadeira reabertura teria, portanto, um impacto imediato (…) nos preços do petróleo”, avaliou no domingo Stephen Innes, analista da SPI Asset Managem.

Assinatura do acordo está marcada para sexta-feira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o Estreito de Ormuz será reaberto após a assinatura do acordo na sexta-feira, 19.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que um acordo mais abrangente seria negociado durante um período de cessar-fogo de 60 dias, incluindo alívio de sanções. O destino do programa nuclear do Irã também será abordado nessas negociações posteriores, disseram fontes à Reuters anteriormente.

Milhares de pessoas foram mortas, principalmente no Irã e no Líbano, desde que as forças dos EUA e de Israel atacaram o Irã pela primeira vez em 28 de fevereiro. O Irã atacou Israel e os países do Golfo que abrigam bases norte-americanas e efetivamente bloqueou o Estreito de Ormuz, elevando os preços globais de energia. As forças americanas bloquearam portos iranianos em resposta.

O bloqueio do estreito impactou a economia global, desde o aumento dos preços dos combustíveis, que impulsionou a inflação nos Estados Unidos e em outros países, até cadeias de suprimentos congestionadas para bens como fertilizantes essenciais para a produção de alimentos em áreas distantes do Oriente Médio.

Conteúdo do acordo ainda não é conhecido

Ambas as partes divulgaram informações contraditórias sobre o conteúdo do acordo, à medida que cada uma busca emergir da guerra como vencedora.

Teerã tem insistido que manterá o controle sobre o Estreito de Ormuz, mas os Estados Unidos afirmaram em diversas ocasiões que isso era inaceitável. Outro ponto das negociações tem sido o destino do programa nuclear iraniano, em particular seus estoques de urânio altamente enriquecido.

Trump justificou a guerra como necessária para impedir que o Irã obtivesse armas nucleares, uma ambição que Teerã tem negado.

Um memorando de entendimento prevê o desembolso imediato de 12 bilhões de dólares em ativos congelados, informou nesta segunda-feira (15, data local) a agência de notícias iraniana Mehr.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, comemorou o acordo. “O secretário-geral espera que as partes aproveitem este novo impulso e redobrem seus esforços em direção a uma resolução final do conflito”, afirmou Guterres em um comunicado atribuído ao seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

Donald Trump, presidente dos EUA — Foto: Reuters/Evan Vucci

Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, conforme informações confirmadas por Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif na noite deste domingo (14).

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano".

Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça.

O serviço de notícias do Irã (agência IRNA) também confirmou a informação do acordo de paz, replicando mensagens de Donald Trump e de Shebaz Sharif.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou à TV estatal iraniana que o cessar-fogo entrará em vigor ainda nesta noite. Segundo ele, as negociações para um acordo final durarão 60 dias e devem incluir o fim das sanções ao Irã, mecanismos para a reconstrução do país e formas de monitorar o cumprimento dos compromissos pelas partes envolvidas.

Gharibabadi acrescentou que Teerã responderá em caso de violações do acordo. As informações são da Reuters.

Histórico

O presidente americano Donald Trump já havia dito que a assinatura do acordo de paz estava marcada para este domingo, em uma postagem na rede social Truth Social neste sábado (13).

Segundo o americano, o Estreito de Ormuz será aberto imediatamente após a assinatura.

A cerimônia oficial de assinatura do acordo de paz e do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã está marcada para esta sexta-feira, 19 de junho de 2026, em Genebra, na Suíça.

O tratado foi intermediado pelo Paquistão e, segundo os governos envolvidos, prevê o fim imediato e permanente das operações militares (incluindo no Líbano) e a abertura imediata do Estreito de Ormuz.

PESQUISA DATAFOLHA CONFIRMA LIDERANÇA DE LULA NO PRIMEIRO E NO SEGUNDO TURNO.

Lula lidera no Datafolha (Photo: Brasil 247 / Dall-E) Brasil 247 / Dall-E Presidente aparece com 41% contra 31% de Flávio Bolsonaro no cen...