sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O AJUSTE FISCAL DE FLAVIO BOLSONARO SE FOR ELEITO. E A REDEMOCRATIZAÇÃO O QUE É ISSO?

O ajuste das contas públicas é uma das principais promessas econômicas de Flávio Bolsonaro (PL) para um eventual governo.

A campanha fala em uma economia equivalente a 1,5% do PIB e em uma nova regra...

O tamanho da meta, porém, ajuda a dimensionar o desafio: considerando o PIB nominal projetado pelo governo para 2026, 1,5% corresponde a cerca de R$ 204 bilhões.

Até agora, a campanha não apresentou uma conta detalhada mostrando quanto cada medida contribuiria para alcançar esse valor.

O programa de governo prevê um “tesouraço” nas despesas públicas, com redução de pelo menos dez ministérios, corte de cargos comissionados, diminuição de despesas administrativas e combate a supersalários.

ONDE ESTÃO OS GASTOS

O problema fiscal brasileiro está concentrado principalmente em despesas que não podem ser reduzidas apenas por decisão administrativa.

Na previsão orçamentária para 2026, a Previdência Social responde por cerca de R$ 1,1 trilhão.

As despesas com pessoal e encargos sociais somam aproximadamente R$ 457 bilhões.

Abono salarial e seguro-desemprego representam cerca de R$ 97 bilhões, enquanto o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, fica na casa de R$ 130 bilhões.

Por isso, medidas como reduzir ministérios e cargos podem produzir economia, mas não é possível assumir que todo o orçamento associado a essas estruturas desaparecerá. Órgãos podem ser fundidos e atribuições transferidas sem que as despesas deixem de existir.

O QUE AINDA FALTA EXPLICAR.

A campanha de Flávio já apresentou os principais caminhos que pretende seguir, mas ainda não abriu a conta completa.

A pergunta que ficará para a campanha e, caso Flávio seja eleito, para o próximo governo é direta.

Como transformar uma meta de cerca de r$ 204 bilhões em medidas concretas, sem elevar impostos e sem comprometer despesas que têm pouca margem para corte?

Mais de onde vem mesmo esse ajuste fiscal se Flavio Bolsonaro for eleito?

Ulysses Guimarães apresenta a Constituição Cidadã no plenário, após 20 meses de intensos debates que envolveram toda a sociedade. Foto: Montagem com fotos do Arquivo Câmara Federal


REDEMOCRATIZAR, DE NOVO? O QUE FLÁVIO PROPÕE 38 ANOS DEPOIS DE ULYSSES.

Candidato promete usar maioria no Congresso para mudar a Constituição; história mostra que pêndulos assim raramente param no meio.

Quando Ulysses Guimarães ergueu a Constituição no Plenário, em 5 de outubro de 1988, a palavra redemocratização tinha um sentido preciso. Designava a saída de 21 anos de regime militar. Nesse período, o Congresso foi fechado mais de uma vez, a imprensa viveu sob censura, opositores foram presos, exilados e mortos, e o presidente da República era escolhido por um colégio eleitoral controlado pelos generais.

A transição foi lenta e negociada. Começou com a anistia de 1979, passou pela campanha das Diretas Já, derrotada no Congresso em 1984, e chegou ao poder civil em 1985 por um arranjo improvável. José Sarney, que havia presidido o partido ARENA, assumiu a Presidência no lugar de Tancredo Neves, sem nunca ter recebido um voto popular para o cargo. Ulysses, que apoiara o golpe de 1964 e depois passara duas décadas na oposição, comandou a Assembleia Constituinte.

Os dois se desentenderam em quase tudo, do tamanho do mandato presidencial ao sistema de governo. Ainda assim, o texto final saiu de uma negociação que reuniu esquerda, centro e conservadores ao longo de 20 meses, com mais de 12 milhões de assinaturas em emendas populares. Ninguém conseguiu tudo o que queria. O resultado foi uma Constituição com três Poderes independentes e harmônicos, que se fiscalizam mutuamente, e com cláusulas que nenhuma maioria futura poderia abolir.

Trinta e oito anos depois, a palavra voltou ao centro da campanha presidencial com outro sentido. Ao receber o apoio de Ronaldo Caiado em Goiânia, Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno à frente de Lula com 47% dos votos válidos, disse que pretende usar a nova bancada conservadora para mudar a Constituição e "redemocratizar esse país". Segundo seus aliados, a frase se refere ao plano de governo, que prevê limitar as decisões individuais dos ministros do Supremo, tirar do STF o julgamento de parlamentares e autoridades, acabar com a reeleição e reduzir a maioridade penal.

A agenda penal vai além. O plano "Brasil sem Medo", apresentado em junho, prevê castração química para condenados por estupro, punição como adultos para jovens a partir de 14 anos em crimes graves e presídios no modelo de El Salvador. No Recife, segurando um facão cenográfico, Flávio repetiu a promessa de castração química aos abusadores.

São propostas que dividem o país, mas que encontram apoio em parte expressiva do eleitorado. Elas também se contrapõem a outro movimento que marcou as últimas duas décadas, o avanço de uma pauta de direitos quase sempre pelas mãos do Supremo. Em 2008, o tribunal liberou as pesquisas com células-tronco embrionárias. Em 2011, reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, o que abriu caminho para o casamento civil dois anos depois. Em 2012, autorizou a interrupção da gravidez de fetos anencéfalos e validou as cotas raciais nas universidades. Vieram depois a mudança de nome de pessoas trans sem cirurgia, em 2018, a equiparação da homofobia ao crime de racismo, em 2019, e a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal, em 2024.

DECLARAÇÃO PERIGOSA

Para o jurista Yarochewsky, atribuir à Constituição os problemas do país e apresentar sua alteração como caminho para uma nova democratização é especialmente problemático. “Essa frase: vamos mudar a Constituição para redemocratizar o país, além de enigmática, é extremamente perigosa”, afirma.

A Constituição, contudo, não é imutável. É justamente nesse ponto que a avaliação de Rita Cortez, presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), acrescenta uma ressalva importante.

Segundo ela, alterações constitucionais fazem parte do processo político brasileiro e o texto de 1988 já foi modificado diversas vezes. Existem, porém, regras para sua alteração e limites que precisam ser respeitados.

“Ele não vai conseguir fazer todo e qualquer projeto de emenda”, afirmou Rita, ao comentar as propostas apresentadas por Flávio. Para ela, é preciso evitar a interpretação de que a simples existência de uma maioria política permitiria ao candidato alterar livremente a Constituição.

A avaliação da presidente do IAB também introduz uma diferença importante na interpretação da fala de Flávio. Para ela, o anúncio feito no contexto eleitoral funciona, neste momento, como retórica de campanha e mobilização de bases de apoio e de eleitorado.

Absurdos podem acontecer

Isso não significa, porém, que a declaração possa ser ignorada. Ao contrário. Para Rita, o fator decisivo é a composição do Congresso Nacional e a disposição dos parlamentares de transformar essas promessas em propostas efetivas.

“Dependendo da composição do Congresso, um absurdo pode acontecer”, afirma. Ela lembra a reforma trabalhista de Michel Temer como exemplo de uma mudança de grande alcance aprovada rapidamente quando houve interesse político no Parlamento.

O novo Congresso terá o Partido Liberal (PL), de Flávio, com as maiores bancadas nas duas Casas: 121 deputados federais e 28 senadores. O número, entretanto, não permite ao partido aprovar sozinho uma alteração constitucional. Uma PEC precisa de três quintos dos votos dos deputados e dos senadores, em dois turnos de votação em cada Casa — 308 deputados e 49 senadores. O PL, portanto, precisará formar alianças para aprovar mudanças constitucionais.

É justamente por isso que a declaração de Flávio precisa ser analisada em duas dimensões: a Constituição pode ser alterada, mas não de qualquer maneira. É o que explica Lenio Streck, ex-procurador de Justiça do Rio Grande do Sul, professor de Direito Constitucional da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e membro catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional.

Núcleo e estrutura que pode cair

Para Streck, a possibilidade de alterar o texto constitucional faz parte do funcionamento normal da democracia. “Não há nenhum problema de alterar a Constituição. A Constituição já tem 130 emendas. Faz parte do jogo. O Parlamento é o poder constituinte derivado.” Só que o poder de reforma, adverte, não é ilimitado.

O artigo 60 da Constituição estabelece as chamadas cláusulas pétreas, que protegem a forma federativa do Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.

“Não pode, por exemplo, instituir a monarquia, acabar com um dos Poderes ou com a relação de Poderes”, afirma Streck. Ele chama atenção ainda para limitações que, embora não estejam expressamente enumeradas entre as cláusulas pétreas, decorreriam da própria estrutura constitucional.

“A Constituição tem um núcleo, tem uma ossatura. Dependendo dos ossos que você mexe, cai todo o corpo, cai a estrutura”, compara.

Não cabe, a partir das afirmações recentes de Flávio, concluir que uma ruptura constitucional esteja anunciada. Mas elas recolocam uma questão apontada pelos juristas ouvidos pela reportagem: até onde uma maioria parlamentar pode ir ao alterar instituições encarregadas de controlar o próprio poder político?

Para Yarochewsky, a preocupação está também nos efeitos que essas mudanças podem produzir sobre direitos sociais e garantias individuais. A Constituição de 1988, afirma, não pode ser compreendida apenas como um conjunto de regras de funcionamento do Estado. Ela incorpora direitos conquistados no processo de redemocratização do país, que esteve 21 anos submetido a uma ditadura.

Rita Cortez e Streck, por sua vez, ressaltam que a alteração da Constituição faz parte do processo democrático, desde que respeitados os procedimentos e limites estabelecidos pelo próprio texto constitucional.

É nesse ponto que a declaração de Flávio ainda deixa uma lacuna: se eleito, quais mudanças pretende efetivamente levar ao Congresso e qual será o alcance delas sobre direitos, garantias e o equilíbrio entre os Poderes?

"TODO O PODER EMANA DO POVO, QUE O EXERCE POR MEIO DE REPRESENTANTES ELEITOS OU DIRETAMENTE, NOS TERMOS DESTA CONSTITUIÇÃO."

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O BRASIL É A FAVOR DO FIM DA ESCALA 6 POR 1, O QUE DIZEM LULA E FLÁVIO BOLSONARO SOBRE O FIM DA ESCALA 6X1?


A maior parte da população brasileira é a favor do fim da escala 6x1.

·  Apoio popular: Pesquisas de opinião mostram que cerca de 73% a 78% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1 (seis dias trabalhados por um de descanso), desde que não haja redução nos salários.

· Tramitação no Congresso: Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas (sem corte salarial) já foi aprovada na Câmara dos Deputados e começou a tramitar no Senado Federal.

·Debates políticos: Enquanto o governo e parlamentares aliados pressionam pela aprovação rápida da mudança, setores da oposição apresentam alternativas — como a PEC 12/2026, defendida por aliados de Flávio Bolsonaro, que propõe um regime de pagamento por hora flexível.

O QUE DIZEM LULA E FLÁVIO BOLSONARO SOBRE O FIM DA ESCALA 6X1? VEJA O QUE CADA UM DEFENDE.

 

Lula é a favor de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, enquanto Flávio Bolsonaro defende 'jornada flexível'

O plenário do Senado inicia nesta terça-feira a discussão da proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 de trabalho, em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais.

A proposta foi aprovada em maio na Câmara dos Deputados, com ampla maioria (472 votos contra 22 em primeiro turno). A expectativa era que o texto fosse aprovado antes do primeiro turno das eleições, mas a proposta foi represada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Em setembro, o texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora precisa passar por cinco sessões de debates no plenário antes de ser votado em primeiro turno.

O PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT) E O CANDIDATO E SENADOR FLÁVIO BOLSONARO (PL) DIVERGEM SOBRE A PROPOSTA EM TRAMITAÇÃO. VEJA COMO PENSA CADA UM DELES:

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é crítico à proposta de fim da escala 6x1 disse que sua alternativa é 'infinitamente melhor' ao modelo analisado pelo Senado.

Flávio também chamou de "oportunista" a defesa que Lula faz do projeto.

Mas, antes do primeiro turno, Flávio evitou dizer como votaria enquanto senador na proposta em tramitação. Primeiro vota a nossa proposta, depois vê o que faz. Vocês estão querendo arrancar uma palavra da minha boca, o que vocês querem é a resposta que eu não vou dar para vocês — disse ele, em entrevista a jornalistas em Brasília no mês passado, ao afirmar que seu projeto daria "liberdade ao trabalhador de escolher a sua própria carga horária".

Flávio Bolsonaro defende abertamente uma outra PEC, proposta pela bancada do PL, que prevê que o trabalhador seja pago por hora trabalhada — algo que, na prática, pode significar salário menor caso a jornada seja reduzida. Já a PEC analisada pelo Senado prevê um dia a mais de folga, sem redução no pagamento do empregado.

·  Fim da escala 6x1 chega ao plenário do Senado dois dias após o 1º turno das eleições: entenda tramitação da proposta

O plano de governo do candidato do PL não faz menção ao fim da escala de trabalho 6x1. A única proposta sobre jornada sugere a criação de uma "jornada flexível" em que o trabalhador e a empresa "combinem diretamente as condições de trabalho que funcionam para os dois, dentro da lei, em vez de seguir uma regra única imposta a todos", segundo o próprio documento de propostas do candidato.

O que diz Lula sobre o fim da escala 6x1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a proposta em tramitação de fim da escala 6x1, que reduz a jornada de 44 horas semanais para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

O petista incluiu o tema em seu plano de governo e afirma que manterá ação junto ao Senado para assegurar o fim da escala 6x1. O documento do seu programa também propõe a criação de empregos aos jovens com "jornada de trabalho não exaustiva". Lula também fala em "aprimorar" a legislação trabalhista para que sejam alteradas regras que "induzem a precarização das condições de trabalho".

Em entrevista ao Metrópoles em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que “não misturaria” outros temas que podem ser discutidos adiante, como o trabalho flexível, que autorizaria o pagamento por horas, que já foi defendido por Flávio Bolsonaro (PL).

Há necessidade de discutir outros temas? Eu não misturaria, atrasando a votação do fim da escala 6x1, até porque isso pode se perder. É um tema que ganhou visibilidade, a população tem pedido. Acho que a gente tem que avançar.

Durigan disse que não “fecharia a porta” para debater outros temas, como “o espaço que uma negociação coletiva possa ter na discussão de determinados itens do mundo do trabalho”.

LULA DIZ QUE PL DE FLÁVIO BOLSONARO TENTA BARRAR VOTAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 NO SENADO.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (6) que o PL, partido de Flávio Bolsonaro, age para atrapalhar a votação pelo fim da escala 6×1 no Senado. A Casa deu início às discussões sobre a PEC (proposta de emenda à Constituição) no fim do dia.

“O dia de hoje é importante porque o meu adversário vai ter que tomar uma decisão, se vai mandar  “O dia de hoje é importante porque o meu adversário vai ter que tomar uma decisão, se vai mandar a bancada do partido dele votar favorável ao fim da jornada 6×1”, disse Lula.

“Pelo que eu fui informado, eles estão tentando atrapalhar a votação para que essa votação não aconteça. E a sociedade brasileira está de olho, porque é um tema de muita vontade dos brasileiros, que mexeu com milhões e milhões de trabalhadores no país”. As informações são da Folha de S. Paulo.

FLÁVIO BOLSONARO CHAMA FIM DA 6×1 DE OPORTUNISMO E DEFENDE JORNADA DEFINIDA PELO TRABALHADOR

Candidato à Presidência criticou proposta apoiada pelo governo Lula e defendeu modelo em que trabalhador escolhe quantidade de horas trabalhadas.

A PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1, está sendo discutida no plenário do Senado. O texto reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso semanal, sem redução de salário.

ACHO QUE NÃO TEMOS MOTIVOS PARA MUDAR A CONSTITUIÇÃO DE 1988 A MAIS DEMOCRATICA E FLÁVIO BOLSONARO DIZ QUE SE ELEITO VAI USAR MAIORIAS NO SENADO E NA CÂMARA PARA ‘MUDAR A CONSTITUIÇÃO? ASSISTA AO VÍDEO.

Flávio Bolsonaro cita maioria no Congresso e diz que vai mudar a Constituição. (Imagem: Charles Vieira | Arte Migalhas).

A Constituição de 1988 (conhecida como "Constituição Cidadã") é considerada o marco do retorno à democracia no Brasil, mas o debate sobre alterá-la divide opiniões entre defensores da sua manutenção e grupos que propõem reformas ou uma nova constituinte.

Argumentos de quem defiz a Constituição de 1988 e aponta limites para mudá-la

· Garantia de direitos fundamentais: O texto protege liberdades civis, o voto universal, os direitos sociais e trabalhistas e o estado de direito após o regime militar.

·   Cláusulas pétreas: O artigo 60 da Constituição proíbe a alteração de pontos fundamentais por meio de Emenda Constitucional (PEC), tais como a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.

·    Papel do Supremo Tribunal Federal (STF): A Corte atua como guardiã da Carta Magna, interpretando e garantindo que eventuais mudanças ou leis não firam os princípios democráticos e os direitos constitucionais.

·         Estabilidade institucional: Especialistas apontam que a Constituição pode ser atualizada por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) aprovadas pelo Congresso Nacional, sem a necessidade de descartar o texto original.

Argumentos de quem defende mudanças mais profundas

·                       Crises e representatividade: Críticos e certos grupos políticos argumentam que parte da população perdeu a fé no sistema político atual e que o país enfrenta desafios econômicos, fiscais ou estruturais que exigem uma reforma mais ampla das instituições.

·         Modernização do Estado: Algumas correntes defendem mudanças profundas — como uma nova Assembleia Constituinte ou reformas estruturais no sistema político e tributário — sob a justificativa de "redemocratizar" ou reorganizar a relação de forças entre os poderes e a sociedade.

Como a Constituição pode ser alterada na prática.

·    Por Emenda (PEC): Pode ser proposta pelo presidente da República, por 1/3 dos deputados ou senadores (171 deputados ou 27 senadores), ou por mais da metade das Assembleias Legislativas dos Estados.

·         Quórum exigido: Precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados (com no mínimo 308 votos) e no Senado Federal (com no mínimo 49 votos).

·         Limitações: Mudanças não podem abolir as cláusulas pétreas nem ocorrer durante intervenção federal, estado de defesa ou estado de sítio.

Mais detalhes sobre as regras de alteração e o funcionamento do texto atual podem ser acompanhados no Portal da Câmara dos Deputados

  • Necessidade de Alianças: Sozinho, o PL não atinge o quórum mínimo necessário para aprovar uma PEC, dependendo de articulações e negociações com partidos do Centrão e outras legendas aliadas.
  • Limites Legais (Cláusulas Pétreas): A Constituição Federal de 1988 estabelece travas que não podem ser alteradas nem mesmo por meio de PECs, tais como a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.

A redemocratização do Brasil houve há 4 décadas, completou 40 anos em março de 2025, marcando o fim de 21 anos da ditadura civil-militar (1964–1985).

O MARCO FINAL: A CONSTITUIÇÃO DE 1988

O processo de redemocratização se consolidou oficialmente em 5 de outubro de 1988, com a promulgação da nova Constituição Federal (apelidada de "Constituição Cidadã"). Ela garantiu:

·         Volta das eleições diretas (onde o povo escolhe o presidente).

·      Fim da censura à imprensa, música e cinema.

·  Direitos sociais fundamentais, como saúde pública universal (criação do SUS) e seguro-desemprego.

A atual Constituição possibilita a realização de um sonho que foi imaginado por Dom Pedro e por outros apoiadores da Independência do Brasil. Os valores defendidos pela nossa Carta Magna hoje talvez tenham sido os mesmos que guiaram os atores do processo de Independência séculos atrás”.

(CLIQUE AQUI) E assista ao vídeo Flávio Bolsonaro diz que usará Senado para ‘mudar a constituição.


terça-feira, 6 de outubro de 2026

ELEIÇÃO 2026: INDECISOS E ABSTENÇÃO PODEM DEFINIR O SEGUNDO TURNO.

Eleitores que não foram às urnas e os que ainda estão indecisos podem definir o resultado das eleições deste ano. No primeiro turno, mais de 33,4 milhões de eleitores não votaram. A abstenção foi de 21,08%, o maior índice desde 1998. Dos quase 159 milhões de eleitores aptos a votar, cerca de 125 milhões compareceram às urnas. Quase 79% do eleitorado.

O cientista político Bhreno Vieira explica que uma abstenção entre 20% e 22% já era esperada

"Apesar de esperado, é um contingente eleitoral bastante grande, é cerca de 33 milhões de eleitores. Por se tratar de um volume grande, é um volume que pode, de certa forma, decidir. Uma questão de uma eleição, quando a gente vê que principalmente as últimas eleições presenciais estão sendo ganhadas em termos bem na margem."

A abstenção deste ano ficou próxima da registrada em 2022, quando 20,95% dos eleitores não compareceram às urnas. Naquele ano, no segundo turno, a abstenção caiu para 20,59%. Para Bhreno Vieira, o comparecimento dos eleitores pode influenciar o resultado.

"Em 2022, o primeiro turno teve uma abstenção próxima de 21 e caiu depois no segundo turno. Diferente, por exemplo, de 2018, onde a gente vê uma abstenção no primeiro turno bem menor e no segundo turno bem maior. Então, as pessoas podem comparecer e podem realmente mudar essa questão de como vai ser projetado o voto. É uma outra eleição, aí começa-se a pensar como vai ser esse contexto eleitoral."

O especialista em ciência política Ariel Calmon explica que, no segundo turno, a estratégia é manter os votos já obtidos, principalmente na disputa pela Presidência da República, e conquistar novos.

"Agora as campanhas vão ter o desafio de manter as suas bases mobilizadas para evitar o aumento da abstenção no dia 25 e reestruturar esse diálogo com o eleitor moderado. Tanto Lula quanto Flávio vão ter que focar nesse eleitor moderado."

Ariel Calmon fala sobre a dificuldade para os candidatos no segundo turno.

"Mas a dificuldade maior está no presidente Luiz Inácio, porque é um choque para a campanha do PT terminar o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro. E, de acordo com o que nós temos de candidatos também derrotados em primeiro turno, eles são mais alinhados ideologicamente a Flávio Bolsonaro e as pesquisas mostram que uma eventual transferência de voto desses candidatos derrotados em primeiro turno favoreceria Flávio Bolsonaro."

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que a abstenção é um problema. Segundo ele, a Justiça Eleitoral vai trabalhar para aumentar o comparecimento dos eleitores no segundo turno.

" A abstenção para as pessoas que não são obrigadas a comparecer às urnas, ela tem um indicativo muito elevado. Com os idosos, ela chega a 50% e entre 16 e 17 anos, 20%. Mas está dentro do esperado. Não é o ideal a abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para a justiça eleitoral para que a gente consiga diminuir esse percentual num segundo turno."

Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo tiveram os maiores índices de abstenção. Na outra ponta, Ceará, Roraima, Piauí e Sergipe registraram os menores índices.

O primeiro turno teve ainda 2,2 milhões votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos.

A votação do segundo turno acontece no domingo, 25 de outubro.

Forte: Agência Brasil.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

APURAÇÃO - ELEIÇÕES 2026: ELEIÇÕES EM BACABAL (MA): VEJA A APURAÇÃO DO 1º TURNO.

Apuração das Eleições 2026 Editoria de Arte / O Globo

Saiba os candidatos mais votados em Bacabal (MA) para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual.

Os eleitores de Bacabal (MA) foram às urnas neste domingo (04/10) para votar em seis candidatos. Neste ano, as disputas são para presidência, governo do estado, dois senadores, um deputado federal e um deputado estadual.

Veja apuração das eleições 2026 e acompanhe o resultado em todo Brasil

Os candidatos mais votados em Bacabal (MA) não foram necessariamente eleitos, já que a decisão ocorre no âmbito estadual e nacional. Os resultados abaixo se referem apenas aos votos em Bacabal (MA).

Lula (PT) obteve 60,66% dos votos para a Presidência (34.459 votos), enquanto Flavio Bolsonaro (PL) chegou a 35,04% (19.904 votos). Veja a apuração para presidente em todo o país.

No governo do estado, Eduardo Braide (PSD) conquistou 51,15% dos votos. Orleans Brandão (MDB) chegou a 37,66%, e Felipe Camarão (PT), 9,24%. Veja a apuração para governador no estado.

No legislativo, a disputa ao Senado traz Lahesio Rodrigues Do Bonfim (NOVO) com 26,04% dos votos, seguido por Roseana Sarney Murad (MDB), com 18,00%. Veja a apuração para senador no estado.

Iracema Cristina Vale Lima, do MDB, foi o nome à Câmara Federal mais votado do município, com 24,25% dos votos. Othelino Nova Alves Neto (PSB) aparece em seguida com 10,48% dos votos, e Fabiana Vilar Rodrigues (PL), com 6,83% dos votos. Veja a apuração para deputado federal no estado.

Davi Brandao Farias, do MDB, lidera a votação do município para a Assembleia Estadual, com 29,96% dos votos. Na sequência ficaram Antonio Marcos Bezerra Miranda Junior (PSB), com 28,42%, e Raimundo Florencio Monteiro Neto (MDB), com 13,15%. Veja a apuração para deputado estadual no estado.

Veja votação completa em Bacabal (MA) nas eleições 2026:

Votação para presidente em Bacabal (MA)

  • Lula (PT): 34.459 votos (60,66%)
  • Flavio Bolsonaro (PL): 19.904 votos (35,04%)
  • Escritor Augusto Cury (AVANTE): 969 votos (1,71%)
  • Renan Santos (MISSÃO): 877 votos (1,54%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 471 votos (0,83%)
  • Zema (NOVO): 71 votos (0,12%)
  • Samara (UP): 21 votos (0,04%)
  • Clariana Barao (DC): 12 votos (0,02%)
  • Hertz Dias (PSTU): 12 votos (0,02%)
  • Edmilson Costa (PCB): 7 votos (0,01%)
  • Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA): 2 votos (0,00%)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 2 votos (0,00%)
  • Brancos: 706 votos (1,19%)
  • Nulos: 1.587 votos (2,69%)

Votação para governador em Bacabal (MA)

  • Eduardo Braide (PSD): 27.779 votos (51,15%)
  • Orleans Brandão (MDB): 20.454 votos (37,66%)
  • Felipe Camarão (PT): 5.017 votos (9,24%)
  • Roberto Rocha (PRTB): 874 votos (1,61%)
  • André Luis (MISSÃO): 133 votos (0,24%)
  • Saulo Arcangeli (PSTU): 33 votos (0,06%)
  • Reginaldo Lima (PCB): 12 votos (0,02%)
  • Dimas Cassimiro (PCO): 5 votos (0,01%)
  • Brancos: 1.988 votos (3,36%)
  • Nulos: 2.801 votos (4,74%)

Votação para senador em Bacabal (MA)

  • Lahesio Rodrigues Do Bonfim (NOVO): 25.951 votos (26,04%)
  • Roseana Sarney Murad (MDB): 17.938 votos (18,00%)
  • Weverton Rocha Marques De Sousa (PDT): 17.635 votos (17,69%)
  • Andre Luiz Carvalho Ribeiro (PROGRESSISTAS): 13.618 votos (13,66%)
  • Cidonio Goncalves Dos Santos (PL): 10.089 votos (10,12%)
  • Eliziane Pereira Gama Melo (PT): 9.009 votos (9,04%)
  • Hilton Goncalo De Sousa (MOBILIZA): 3.751 votos (3,76%)
  • Enilton Silva Rodrigues (PSOL): 907 votos (0,91%)
  • José Simplício Alves De Araújo (DC): 628 votos (0,63%)
  • Francisco Wilson Leite Da Silva (PSTU): 96 votos (0,10%)
  • Raimundo Moreira Correa (PCB): 47 votos (0,05%)
  • Brancos: 9.348 votos (7,91%)
  • Nulos: 9.175 votos (7,76%)

Deputados federais mais votados em Bacabal (MA)

  • Iracema Cristina Vale Lima (MDB): 13.414 votos (24,25%)
  • Othelino Nova Alves Neto (PSB): 5.796 votos (10,48%)
  • Fabiana Vilar Rodrigues (PL): 3.780 votos (6,83%)
  • José Lourenço Bonfim Junior (MDB): 3.371 votos (6,09%)
  • Aldir Cunha Rodrigues Junior (PL): 2.201 votos (3,98%)
  • Mical Silva Damasceno (REPUBLICANOS): 2.066 votos (3,74%)
  • Amanda Kelly Gentil Guimaraes Rosa (PROGRESSISTAS): 1.883 votos (3,40%)
  • Tacilla Mariana Carvalho Silva (PL): 1.588 votos (2,87%)
  • Bento Vieira (NOVO): 1.449 votos (2,62%)
  • Francisco Alves De Melo (PL): 1.288 votos (2,33%)
  • Brancos: 2.836 votos (4,80%)
  • Nulos: 948 votos (1,60%)

Deputados estaduais mais votados em Bacabal (MA)

  • Davi Brandao Farias (MDB): 16.743 votos (29,96%)
  • Antonio Marcos Bezerra Miranda Junior (PSB): 15.886 votos (28,42%)
  • Raimundo Florencio Monteiro Neto (MDB): 7.351 votos (13,15%)
  • Regilda Dos Santos Correa (PL): 1.391 votos (2,49%)
  • Vanessa Alves De Souza Filgueira (MDB): 1.374 votos (2,46%)
  • Cricielle Aguiar Muniz (PT): 712 votos (1,27%)
  • Luanna Martins Bringel Rezende Alves (PT): 643 votos (1,15%)
  • Rodrigo Antonio Aranha Arrais E Silva Santos (PSD): 433 votos (0,77%)
  • Maria Deusdete Lima Cunha Rodrigues (PL): 401 votos (0,72%)
  • Ivo Rezende Aragao (MDB): 344 votos (0,62%)
  • Brancos: 2.056 votos (3,48%)
  • Nulos: 1.152 votos (1,95%)

Este conteúdo foi produzido automaticamente a partir de dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo de produção passou por supervisão humana. Para acompanhar todos os resultados da votação, consulte nosso mapa de apuração das Eleições 2026


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