Núcleo de
Cooperação Internacional da Polícia Federal informou que a Interpol poderá
auxiliar nas buscas, identificação e possível repatriação, mas ainda não há
confirmação de que as crianças estejam entre os menores encontrados nos Estados
Unidos. (Foto: Reprodução)
A Interpol entrou em contato com a advogada Nathaly Moraes, que representa Clarice Cardoso, mãe dos irmãos Allan e Ágatha, desaparecidos em Bacabal, no Maranhão, e colocou suas ferramentas de cooperação internacional à disposição para auxiliar na investigação.
Segundo a advogada, o apoio representa um novo avanço no caso,
principalmente diante da possibilidade de investigação envolvendo tráfico
humano, identificação internacional e eventual repatriação das crianças, caso
elas sejam localizadas em outro país.
Apesar da movimentação,
ainda não existe confirmação de que Allan e Ágatha estejam entre as 163 crianças resgatadas
recentemente nos Estados Unidos durante uma operação das
autoridades americanas. A informação divulgada por páginas nas redes sociais
sobre uma possível identificação dos irmãos não foi confirmada oficialmente.
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filhos", diz mãe de crianças desaparecidas
Interação com a Polícia Federal e a Interpol
De acordo com Nathaly
Moraes, inicialmente a defesa havia solicitado que a investigação fosse
encaminhada da Polícia Civil para a Polícia Federal, devido à possibilidade de
envolvimento internacional.
Segundo ela, naquele
primeiro momento, a Polícia Federal informou que não havia elementos
suficientes que apontassem para tráfico humano e que, por isso, não seria
possível assumir o caso.
"Inicialmente,
quando nós procuramos a Polícia Federal, eu pedi o desvio de competência da
Polícia Civil para a Polícia Federal porque eu entendia que podia sim ser
tráfico humano. Inicialmente, a Polícia Federal respondeu que era para arquivar
o meu pedido porque não havia indícios suficientes de que houvesse tráfico
humano, que não seria competência deles", explicou a advogada em
entrevista exclusiva ao Portal Imirante.
Ainda segundo Nathaly, a
situação mudou nesta terça-feira 08/09/2026, quando o Núcleo de Cooperação
Internacional entrou em contato informando que a Interpol poderia auxiliar no
caso.
"O Núcleo de Cooperação Internacional entrou em contato falando que a Interpol
estará conosco, que ela está oferecendo todas as ferramentas para nos ajudar,
porque até então nós não tínhamos apoio da Interpol, de maneira nenhuma",
afirmou a advogada.
Reunião na sede da Polícia Federal
A única informação
confirmada pela defesa é que haverá uma reunião nesta quarta-feira dia 09/09/2026, às 9h,
na sede da Polícia Federal, com representantes do Núcleo de Cooperação
Internacional para alinhar como será o uso das ferramentas disponibilizadas
pela Interpol.
"Eles já
entraram em contato, a gente vai estar lá na sede da Polícia Federal
para falar com esse núcleo de cooperação internacional, verificar como é essa
questão junto da Interpol, que entrou em contato, para tratar da situação das
crianças desaparecidas e, caso elas sejam encontradas em outro país, fazer o
repatriamento", declarou Nathaly.
A advogada explicou
ainda que os mecanismos da Interpol podem auxiliar na localização internacional
e no retorno das crianças ao Brasil, caso elas sejam encontradas fora do país.
"Essas ferramentas
ajudam tanto na busca pelas crianças quanto na repatriação, para trazer as
crianças de volta, caso sejam encontradas em outros países. Eles têm essa
possibilidade em 197 países", disse.
Consulado acompanha operação nos Estados Unidos
Sobre a operação realizada nos Estados
Unidos, a representante da família informou que o acompanhamento
está sendo feito pelo consulado brasileiro no país.
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exploração infantil
Segundo ela, um
representante do consulado acompanha presencialmente as autoridades americanas
durante o processo de identificação das crianças encontradas.
"Sobre a questão da
operação dos Estados Unidos, quem está resolvendo isso para a gente é o
consulado brasileiro, que eu entrei em contato direto. Tem um representante do
consulado que está fazendo esse acompanhamento presencial lá com as autoridades
americanas", afirmou.
Ainda conforme a
advogada, as autoridades informaram que o levantamento segue em andamento e que
algumas crianças encontradas ainda não foram identificadas.
"A gente tem que
aguardar. Está sendo feito o levantamento do reconhecimento de algumas crianças,
porque algumas foram desconhecidas", explicou.
Advogada critica informações não confirmadas nas redes sociais
Nathaly Moraes também
alertou que informações divulgadas por algumas páginas nas redes sociais sobre
uma suposta confirmação de que Allan e Ágatha estariam entre as crianças
resgatadas não são verdadeiras até o momento.
"Isso que essas
páginas estão divulgando é sensacionalismo", afirmou.
A defesa reforçou que a
família segue aguardando informações oficiais das autoridades responsáveis e que
qualquer confirmação sobre o paradeiro das crianças dependerá dos procedimentos
de identificação realizados pelos órgãos competentes.
OUÇA O ÁUDIO DA ENTREVISTA EXCLUSIVA DA ADVOGADA NATHALY MORAES, QUE REPRESENTA CLARICE CARDOSO, MÃE DOS IRMÃOS ALLAN E ÁGATHA, DESAPARECIDOS EM BACABAL, NO MARANHÃO.
Créditos: Imirante.Com.





