sexta-feira, 5 de junho de 2026

ESTADOS UNIDOS DA AMERICA: PASSAM A TRATAR PCC E CV COMO TERRORISTAS A PARTIR DO DIA 05.06.2026 O QUE MUDA. ASSISTA AO VÍDEO.

PCC CV TERRORISTAS • Ilustração gerada por IA

Designação de Organização Terrorista Estrangeira entra em vigor nesta sexta-feira dia 05.06.2026 e se soma ao bloqueio de bens anunciado em maio; Planalto não vê efeitos imediatos, mas mercado e investigadores alertam para riscos ao sistema financeiro.

ASSISTA AO VÍDEO:

Entra em vigor nesta sexta-feira (5) a designação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês) pelos Estados Unidos.

Essa é a etapa que faltava desde o anúncio feito pelo Departamento de Estado americano, em 28 de maio, quando as duas facções já haviam sido enquadradas como "Terroristas Globais Especialmente Designados" (SDGT), classificação que passou a valer de imediato.

O comunicado, assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que o CV e o PCC estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que sua atuação se estende para além das fronteiras brasileiras, alcançando o território americano. Segundo o governo dos EUA, a medida busca interromper o fluxo de recursos que financiam "narcoterroristas violentos".

O que muda com as duas classificações.

As designações são complementares e têm bases legais distintas. A de SDGT, em vigor desde maio, está ancorada em decreto editado por George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001, dispensa aval do Congresso americano e bloqueia todos os bens e interesses das facções que estejam sob controle de pessoas ou entidades dos EUA.

Já a designação de FTO, que passa a valer hoje, é prevista na Lei de Imigração e Nacionalidade desde 1996, exige notificação ao Congresso e torna crime federal o fornecimento de "apoio material" aos grupos.

Na prática, as duas classificações viabilizam congelamento de ativos, proíbem transações com os grupos designados, vetam a entrada de integrantes nos EUA — que podem ser deportados — e obrigam instituições financeiras americanas a reportar fundos ligados às facções ao Departamento do Tesouro. Violações dessas medidas podem render penalidades civis e criminais.

A medida não altera a legislação brasileira. Classificações unilaterais de um país não produzem efeitos automáticos sobre o ordenamento jurídico de outro: para valer no Brasil, seria preciso incorporá-las por lei, tratado ratificado ou resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU — nenhuma dessas hipóteses está em curso no país.

Com a decisão, PCC e CV passam a integrar uma lista de mais de 90 organizações tratadas como terroristas estrangeiras pelos EUA, ao lado de grupos como Hamas, Hezbollah, Al Qaeda e Estado Islâmico, além de cartéis latino-americanos como Sinaloa e Tren de Aragua, incluídos na esteira da pressão do governo Trump contra o narcotráfico na região.

Governo Trump afirma querer "eliminar" as facções.

Em entrevista à CNN, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, afirmou que o presidente Donald Trump quer eliminar o PCC e o CV e que vai usar todas as ferramentas disponíveis para combater grupos criminosos que atuam na região e ameaçam a segurança dos EUA.

Segundo a representante americana, o governo identificou atuação das facções brasileiras em 12 estados dos EUA, sem detalhar quais. Ela atribuiu essa especificação às autoridades judiciais.

Do lado brasileiro, a avaliação do Palácio do Planalto é que não há possibilidade de recuo dos EUA e que a entrada em vigor da medida não deve trazer prejuízos imediatos à economia do país. Nos bastidores, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a avaliar que a decisão teve o aval de Trump — e não apenas de Rubio, a quem o petista já chamou de "latino-americano frustrado".

A principal preocupação do governo Lula é que a classificação abra espaço para intervenções unilaterais dos EUA em solo brasileiro sob o pretexto de combate ao terrorismo — receio amplificado após a captura de Nicolás Maduro, ditador Venezuelano, em janeiro deste ano.

A confirmação da ida de Lula ao G7, na França, entre os dias 15 e 17 deste mês, abre espaço para uma eventual reunião bilateral com Trump, em meio às discussões sobre a nova proposta de tarifas e a classificação das facções. O governo afirma que ainda não há tratativas fechadas para o encontro.

Brasileiros a favor da medida dos EUA

Levantamento AtlasIntel divulgado em 3 de junho mostra que 53,1% dos brasileiros aprovam a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, contra 44,7% que desaprovam.

A população, porém, se divide sobre os efeitos: 47,7% veem risco à soberania nacional e 44,7% consideram a medida necessária para fortalecer o combate ao crime. Sobre se a decisão fere a soberania, o resultado é de empate técnico — 49,7% dizem que não e 49,4% que sim.

Em outro recorte do mesmo instituto, 55,9% dos entrevistados afirmam que o próprio governo brasileiro deveria classificar as facções como terroristas, enquanto 40,8% são contra.

Com relação ao efeito da medida americana na segurança do país, 29,6% acham que não terá impacto relevante e 26,8% creem que vai melhorar significativamente; 17,2% avaliam que pode piorar. A pesquisa ouviu 1.273 pessoas entre 30 de maio e 3 de junho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

A pesquisa PoderData seguiu a mesma direção: 53% dos brasileiros consideram a decisão dos EUA boa para o Brasil, 33% a veem como ruim e 14% não souberam responder. O levantamento ouviu 2.500 eleitores em 166 municípios das 27 unidades da Federação, entre 30 de maio e 1º de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Decisão dos EUA divide forças de segurança

Entre policiais e investigadores, a medida gera leituras opostas. Parte das forças de segurança vê a designação como uma forma de asfixiar financeiramente as facções; outra parte teme prejuízos à cooperação com os EUA. Um dos pontos mais citados é a possibilidade de a interlocução, atualmente feita entre a Polícia Federal e o FBI, migrar para a CIA, o que, na prática, faria com que informações classificadas dificilmente sejam compartilhadas com a agilidade atual.

Outros especialistas alertam para uma espécie de "banalização" do conceito de terrorismo. A lei antiterrorismo brasileira exigiria, segundo eles, motivação ideológica — política ou religiosa — para enquadrar uma organização, enquanto as facções são caracterizadas pelo foco financeiro. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por exemplo, já se posicionou contra equiparar facções a grupos terroristas.

Para juristas e promotores ouvidos pela CNN, o ponto central é a motivação. PCC e CV reúnem traços que os aproximam de grupos terroristas — estruturas paraestatais, "tribunais do crime", domínio territorial e ataques coordenados —, mas, segundo parte dos especialistas, faltaria o elemento político ou ideológico que define o terrorismo. O promotor Lincoln Gakiya resume, à CNN, que o objetivo das facções é econômico: dominar territórios para ampliar lucros.

A distinção tem respaldo legal. A Lei Antiterrorismo (13.260/2016) tipifica como terrorismo atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito, ou voltados a coagir autoridades e atentar contra a ordem democrática. Por isso, as facções seguem processadas com base na Lei das Organizações Criminosas (12.850/2013), na Lei de Drogas (11.343/2006) e no Código Penal.

Especialistas como a promotora Raissa Maximiliano e a jurista Helena Folgueira ponderam que ampliar o conceito pode gerar insegurança jurídica, embora a classificação americana, se bem usada, possa reforçar o rastreamento financeiro.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) reconheceu a soberania da decisão americana, mas alertou, em nota, que o tema tem implicações profundas sobre a economia, o sistema financeiro e os mecanismos de cooperação internacional, e criticou o uso eleitoral do assunto.

PCC CV TERRORISTAS • Ilustração gerada por IA

Os riscos para a economia e o sistema financeiro

No campo econômico, a principal preocupação é com o sistema financeiro. Para o promotor Lincoln Gakiya, se os EUA tratam o PCC como organização terrorista, instituições que tenham negociado fundos ou títulos investigados por ligação com a facção — como nos casos da Reag e do Banco Master — poderiam ser alvo de sanções, atingindo praticamente todo o sistema financeiro nacional.

Economistas e juristas apontam três grandes efeitos: aumento da percepção de risco, mais incerteza e elevação de custos.

Robson Gonçalves, da FGV, lembra que a simples suspeita já seria suficiente para impor prêmios de risco e travar operações em dólar que passam por intermediários americanos. Já professora Priscila Caneparo, da UFPR, avalia que o Brasil tende a se tornar um destino menos atrativo ao investimento estrangeiro.

Para o setor privado, a mensagem dos especialistas é de reforço imediato dos controles internos. O conceito de "apoio material" da legislação americana é amplo e abrange venda de produtos, serviços e operações de crédito, segundo Thiago Jabor Pinheiro, sócio do Mattos Filho, que ressalta que os riscos não se limitam ao sistema financeiro e alcançam toda a economia.

Outra consequência prática é que a nova designação deve elevar a régua do compliance. Para especialistas como Servulo Mendonça (Holding SM), Pedro Henrique Rezende (Aroeira Salles) e Gustavo Niskier (Chalfin Goldberg), bancos e empresas com exposição internacional precisarão aprofundar a checagem de beneficiários finais e a prevenção à lavagem de dinheiro.

Mais grave que a punição formal, dizem, é o risco reputacional: bancos estrangeiros poderiam reduzir limites, encerrar relações ou exigir controles adicionais de instituições brasileiras, com a perda de acesso à compensação em dólar vista como a sanção mais severa.

Há também debate sobre os meios de pagamento. O ministro da Fazenda, Dario Durigan — que afirmou não considerar PCC e CV organizações terroristas —, levantou preocupação com um eventual risco ao Pix. Especialistas, porém, avaliam que o que importa é o tipo de relação das empresas com pessoas e companhias ligadas às facções, e não o meio pelo qual o recurso transita.

*Com informações de: Alan Cardoso, Beatriz Oliveira, Duda Cambraia, Filipe Pereira, João Ker, João Nakamura, Jussara Soares, Léo Lopes, Lucas Schroeder, Malu Baccarin, Manuella Dal Mas, Poliana Santos e Tiago Tortella — e da Reuters.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

IDOSO MORRE ATROPELADO POR CARRETA SCANIA NA BR-316 EM ALTO ALEGRE DO MARANHÃO. ASSISTA AO VÍDEO.

Um grave acidente registrado na tarde desta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, resultou na morte de um idoso bastante conhecido em Alto Alegre do Maranhão. A vítima foi identificada como Seu Sitonho, morador do bairro Tucum.

De acordo com informações de testemunhas, Seu Sitonho tentava atravessar a BR-316, no trecho urbano localizado no centro da cidade, quando foi atingido por uma carreta da marca Scania que trafegava pela rodovia.

O impacto foi fatal e causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores do município. Nas redes sociais, diversas mensagens lamentaram a morte do idoso, descrito por conhecidos como uma pessoa querida e bastante conhecida na comunidade.

Além da tristeza pela perda, moradores voltaram a cobrar providências das autoridades em relação à segurança no trecho urbano da BR-316. Segundo relatos, o local apresenta intenso fluxo de veículos, especialmente carretas e caminhões pesados, mas não possui estruturas adequadas para proteger os pedestres.

A população reclama da ausência de passarelas, semáforos, radares eletrônicos e redutores de velocidade. Para quem precisa atravessar a rodovia diariamente, o risco é constante.

Moradores afirmam ainda que outros acidentes já foram registrados no mesmo trecho ao longo dos anos, reforçando a necessidade de intervenções que possam reduzir os riscos e evitar novas tragédias.

(CLIQUE AQUI) e assista ao vídeo.

Nossos sentimentos aos familiares e amigos de Seu Sitonho.

Por Falando Sério Bacabal.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

NOTA À IMPRENSA: CONCLUSÃO PRELIMINAR DA INVESTIGAÇÃO DA SEÇÃO 301. O TARIFAÇO. ASSISTA AO VÍDEO.

Os Estados Unidos não podem mandar no Brasil. O Brasil é um país independente e soberano, protegido por sua própria Constituição, leis e instituições. Nenhuma nação estrangeira tem autoridade legal ou política para governar ou dar ordens diretas ao território brasileiro.

Relações Diplomáticas: Os dois países mantêm um diálogo contínuo como parceiros estratégicos. Quando há divergências, o governo brasileiro defende sua independência por meio de notas oficiais do Itamaraty, repudiando qualquer tentativa de interferência em assuntos internos.

ASSISTA AO VÍDEO.

O Governo brasileiro manifesta indignação com a conclusão preliminar anunciada ontem (1/6) pelo USTR relativa à investigação da Seção 301 contra alegadas práticas comerciais desleais do Brasil.

Essa investigação teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais.

É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o Governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos Presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares.

Não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o PIX, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares. Segundo estatísticas do “Bureau of Economic Analysis”, os EUA acumularam US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos (2011-2025). Só no ano passado, o superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil totalizou US$ 14,46 bilhões. Considerando bens e serviços a cifra sobe a US$ 40,52 bilhões.

Em 2025, 76% das importações originárias dos Estados Unidos entraram no Brasil sem pagar imposto de importação. Oito dos dez principais produtos importados dos Estados Unidos pelo Brasil tiveram tarifa efetiva zero, incluindo petróleo e derivados, aeronaves, gás natural e carvão. A alíquota média efetivamente cobrada dos produtos norte-americanos no Brasil foi de apenas 3,1%.

O principal efeito das tarifas unilaterais, politicamente motivadas, aplicadas ao nosso país tem sido impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda, além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial. No primeiro trimestre de 2026, a participação dos EUA nas exportações brasileiras atingiu o menor valor da série histórica ao somar 9,4%.

Conforme acordado pelos Presidentes Lula e Trump por ocasião da reunião em Washington no dia 7 de maio, estão em curso negociações tarifárias entre os dois países em busca de soluções que resultem no encerramento da investigação da Seção 301, previsto para 15 de julho, sem imposição de medidas contra o Brasil. O Governo brasileiro também dará continuidade ao diálogo com o setor privado com esse objetivo.

O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional.

O Governo reafirma a expectativa de que as recomendações não se convertam em tarifas efetivas, mas reitera que adotará toda e qualquer medida capaz de reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros.

É preciso estar atento aos traidores da pátria e trabalhar em defesa da nossa soberania e dos interesses do povo brasileiro.

ANEXO

Resumo dos argumentos apresentados pelo Brasil sobre os itens investigados no contexto da Seção 301:

Nas sucessivas reuniões realizadas com os técnicos do USTR, as autoridades brasileiras forneceram farta documentação que comprova que a política comercial brasileira não discrimina, não prejudica o comércio dos EUA e nem viola normas internacionais vigentes.

1. Comércio Digital e Serviços de Pagamento Eletrônico: A lei brasileira confere tratamento equitativo a empresas nacionais e estrangeiras. Não há, no Brasil, qualquer restrição contra as grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos. O país é um grande mercado para as “big techs” americanas. O PIX é infraestrutura pública e gratuita de pagamentos instantâneos, operada pelo Banco Central do Brasil e de grande aceitação pela população. Suas regras aplicam-se de forma uniforme e neutra, e empresas norte-americanas participam ativamente desse ecossistema. O Brasil é o segundo maior mercado mundial das duas principais redes de cartão de crédito dos EUA.

2. Tarifas preferenciais: Os acordos comerciais celebrados pelo MERCOSUL com terceiros países (México e Índia) não restringem o acesso de produtos norte-americanos ao mercado brasileiro. Insumos e componentes de origem norte-americana incorporados a produtos brasileiros beneficiam-se de Acordos do MERCOSUL com outros mercados.

3. Aplicação de leis anticorrupção: O Brasil é parte dos principais instrumentos internacionais de combate à corrupção e dispõe de arcabouço legal e institucional consistente para sua aplicação, regularmente avaliado pelos mecanismos multilaterais pertinentes. Desde 2017, foram celebrados mais de trinta acordos de leniência. Em abril de 2026, por iniciativa do Governo brasileiro, foi apresentada proposta para enfrentamento ao crime organizado e de combate à corrupção ao Departamento de Estado.

4. Proteção de direitos de propriedade intelectual: Os Estados Unidos são o principal beneficiário do sistema brasileiro de propriedade intelectual. Respondem por cerca de 30% dos pedidos de patente e lideram os contratos de licenciamento e cessão de ativos. Os pagamentos de royalties ao mercado norte-americano somaram US$ 1,38 bilhão em 2024, o dobro do registrado em 2020.

5. Etanol: O Programa Nacional de Biocombustíveis é aberto a produtores estrangeiros em condições não-discriminatórias, e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis tem desenvolvido diretrizes técnicas específicas para a participação de produtores norte-americanos no Programa. Os EUA aplicam tarifa de 12,5% sobre o etanol brasileiro, uma diferença relativamente pequena para os 18% aplicados pelo Brasil. Por outro lado, o açúcar brasileiro conta com cota ínfima de cerca de 150 mil toneladas e, acima da cota, está sujeito a tarifa de US$ 340 por tonelada, equivalente a uma alíquota de 80%.

6. Desmatamento: Desde 2023, o Governo estabeleceu e está cumprindo a meta de zerar o desmatamento até 2030. O desmatamento na Amazônia Legal já foi reduzido em cerca de cinquenta por cento na comparação com 2022. A área queimada no País como um todo recuou cerca de quarenta por cento em 2025 frente à média do período 2017-2024. Além disso, dados divulgados semana passada pelo MapBiomas indicam que, em 2025, o desmatamento no Brasil, em seus seis biomas, atingiu seu menor nível em 7 anos.

 

Governo do Brasil.


sábado, 30 de maio de 2026

LULA DIZ QUE VAI INDICAR NOVAMENTE MESSIAS AO STF. ASSISTA AO VÍDEO.

O presidente Lula pode indicar Jorge Messias novamente. Após o Senado rejeitar o nome do Advogado-Geral da União (AGU) para o Supremo Tribunal Federal (STF), Lula confirmou que reenviará a indicação, destacando que a derrota anterior foi por motivações políticas e não por falta de capacidade técnica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (29) que vai indicar novamente o advogado Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), em Laranjeiras. 

Segundo Lula, a rejeição de sua indicação anterior ocorreu por motivos políticos e não por falta de qualificação técnica. O presidente classificou Messias é “um dos melhores advogados do país” e não tem qualquer impedimento jurídico ou histórico que comprometa a sua atuação.

“Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política”, ressaltou, em meio a críticas sobre a possibilidade de indicações serem barradas sem justificativa técnica clara.

O presidente lembrou que o Senado tem prerrogativa de rejeitar nomes, desde que apresente critérios objetivos. “Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica. O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar”, argumentou.

“Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez”, afirmou.

Relação com o Congresso

Lula reforçou a importância do diálogo político para garantir a aprovação de pautas no Legislativo. O presidente disse que mantém conversas com parlamentares de diferentes partidos, independentemente de alinhamento ideológico.

“Eu preciso dos amigos, dos meio-amigos e dos inimigos quando o projeto é de interesse brasileiro”, disse.

A declaração foi feita durante agenda em Sergipe, onde o presidente visitou a Fafen-SE, em Pedra Branca, no município de Laranjeiras. A unidade teve retomada das operações anunciada pelo governo federal, dentro de um plano de reativação do setor de fertilizantes e investimentos da Petrobras no estado.

Rejeição

Pela primeira em mais de 130 anos, o Senado rejeitou o nome de um indicado a vaga de ministro do STF. Para que a indicação de Messias fosse aprovada eram necessários pelo menos 41 votos dos 81 senadores. O resultado final foram 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Aliados do presidente acreditam que o cenário político pode ser diferente em uma nova votação. O governo trabalha para ampliar o diálogo com lideranças partidárias e reduzir resistências entre senadores independentes e de centro, considerados decisivos em futuras votações de interesse do Palácio do Planalto.

Caso a nova indicação seja oficializada, o processo deverá incluir uma nova sabatina no Senado, além de nova votação em plenário. O resultado será acompanhado de perto por integrantes do Judiciário, do Congresso e do mercado político, diante do impacto que a composição do STF exerce sobre temas constitucionais, econômicos e institucionais no país.

ASSISTA AO VÍDEO:


ESTADOS UNIDOS DA AMERICA: PASSAM A TRATAR PCC E CV COMO TERRORISTAS A PARTIR DO DIA 05.06.2026 O QUE MUDA. ASSISTA AO VÍDEO.

PCC CV TERRORISTAS • Ilustração gerada por IA Designação de Organização Terrorista Estrangeira entra em vigor nesta sexta-feira dia 05.0...