Declarações foram dadas um dia após a sessão do STF que analisava se deve ou não ser aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
afirmou nesta quarta-feira (16) que a sociedade brasileira não pode ficar "assistindo denuncismo" diariamente sem que
haja conclusão das apurações envolvendo a crise no
Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula defendeu a investigação das
denúncias, disse que ninguém está acima da lei e avaliou que o debate ocorrido na Corte nesta terça-feira (15) "não
é correto".
Segundo ele, o presidente do STF, Edson Fachin, precisa atuar para não permitir que
a crise no Supremo atrapalhe as eleições —
previstas para começarem daqui a 18 dias.
As declarações foram dadas um dia após a sessão do STF que
analisava se deve ou não ser aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio
Dino antes de a Corte entrar no mérito do caso.
Segundo Lula, é necessário esclarecer as denúncias que vieram à tona nos
últimos dias para preservar a credibilidade do Supremo.
"A
Suprema Corte não pode ter a sua vida manchada. Ela é a instância máxima de
poder nesse país. Quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar a decisão da
Suprema Corte", afirmou.
O presidente voltou a defender que todos os envolvidos tenham direito à
ampla defesa e à presunção de inocência, mas disse que eventuais
irregularidades precisam ser investigadas.
"É importante que se apure, que dê direito de defesa às pessoas. A
presunção de inocência tem que ser garantida a todo mundo, mas é preciso
apurar."
Lula afirmou ainda que "ninguém está acima da lei", incluindo
integrantes do próprio Judiciário. "Ninguém está acima da lei, nem eu, nem
o Fachin, nem ministro da Suprema Corte."
As falas foram dadas em entrevista ao podcast 'Desce a Letra Show".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
afirmou nesta quarta-feira (16) que a sociedade brasileira não pode ficar "assistindo denuncismo"
diariamente sem que haja conclusão das apurações envolvendo a crise no Supremo
Tribunal Federal (STF).
Lula defendeu
a investigação das denúncias, disse que ninguém está acima da lei e avaliou que
o debate ocorrido na Corte nesta
terça-feira (15) "não é correto".
Segundo ele, o presidente do STF, Edson Fachin, precisa atuar
para não permitir que a crise no Supremo atrapalhe as eleições —
previstas para começarem daqui a 18 dias.
As declarações foram dadas um dia após a sessão do
STF que analisava se deve ou não ser aberta uma
investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio
Dino antes de a Corte entrar no mérito do caso.
Segundo Lula, é necessário esclarecer as denúncias que vieram à tona
nos últimos dias para preservar a credibilidade do Supremo.
"A Suprema Corte não pode ter a sua vida manchada. Ela é a
instância máxima de poder nesse país. Quando ela toma uma decisão, ninguém pode
mudar a decisão da Suprema Corte", afirmou.
O presidente voltou a defender que todos os envolvidos tenham direito à
ampla defesa e à presunção de inocência, mas disse que eventuais irregularidades
precisam ser investigadas.
"É importante que se apure, que dê direito de defesa às pessoas. A
presunção de inocência tem que ser garantida a todo mundo, mas é preciso
apurar."
Lula afirmou ainda que "ninguém está acima da lei", incluindo
integrantes do próprio Judiciário. "Ninguém está acima da lei, nem eu, nem
o Fachin, nem ministro da Suprema Corte."
As falas foram dadas em entrevista ao podcast 'Desce a Letra Show".
O presidente Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto em 3 de setembro de 2026 — Foto: Adriano Machado/Reuters.
'Denuncismo'
Ao comentar a sucessão de acusações envolvendo integrantes do
Judiciário, o presidente disse que a população acompanha as denúncias sem
respostas definitivas.
"O que não dá é para a sociedade ficar assistindo esse denuncismo.
Fulano pegou não sei quantos milhões, fulano recebeu não sei quantos milhões, e
a sociedade está ouvindo tudo isso todo santo dia."
Na avaliação do presidente, o STF precisa conduzir o processo para
impedir que a crise tenha impactos sobre a disputa eleitoral.
"O [Edson] Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso
atrapalhe o processo eleitoral."
A declaração ocorreu quase uma semana depois de Lula ter elogiado medidas
adotadas por Edson Fachin para tentar conter a crise no Supremo.
Em 10 de setembro, durante uma entrevista, o presidente afirmou estar
"satisfeito" com as decisões tomadas pelo chefe da Corte e disse
esperar que ele fizesse "mais coisa" para "colocar ordem na
casa" e recuperar a credibilidade do tribunal.
Na ocasião, Lula também defendeu a apuração das denúncias envolvendo
ministros do STF e afirmou que eventuais responsáveis deveriam ser punidos,
independentemente de seus cargos.
Reforma do Judiciário
Lula também afirmou que a crise reforçou sua
"convicção" de que o país precisa discutir mudanças no sistema de
Justiça.
"Vamos fazer uma reforma no Poder Judiciário. A
partir de agora, eu acho que não tem como não discutir mais isso."
Segundo o presidente, existem reclamações recorrentes
sobre o funcionamento do Judiciário e a imagem da instituição atravessa um
momento de desgaste.
"Tem muita queixa e a imagem não está boa",
acrescentou.
Ao comentar a sessão do STF desta terça (15), Lula
afirmou que o confronto verbal entre ministros exibido durante o julgamento não
contribui para a imagem da Corte.
"Aquele debate na televisão que eu
assisti não é correto."
Apesar das críticas ao clima de
tensão no Supremo, o presidente disse continuar admirando os
ministros e voltou a elogiar a atuação de
Alexandre de Moraes.
Elogios a Moraes
Lula afirmou que Moraes teve papel importante na defesa
da democracia após as eleições de 2022 e relacionou as críticas ao ministro às
investigações conduzidas pelo STF.
"Acho que o Alexandre de Moraes fez um trabalho
extraordinário para garantir a democracia deste país."
O presidente também associou os ataques ao ministro às
decisões que atingiram o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados investigados
por tentativa de golpe de Estado.
Lula disse ainda que está indignado com a crise institucional, mas
afirmou confiar que a situação será esclarecida.
"Estou confiante de que nós vamos encontrar uma saída, apurar,
punir quem tiver que punir."
Ele acrescentou que a discussão sobre mudanças institucionais deve ir
além do Judiciário e alcançar também o sistema político.
"Tem que fazer uma reforma no Poder Judiciário e também na política.
A política está muito apodrecida no Brasil."
Lula tem reiterado a posição de defesa de reforma no
Judiciário diante das últimas revelações envolvendo o Caso
Master e a suposta proximidade do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ministro da
Corte.
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