O IPCA-15,
conhecido como 'prévia da inflação' subiu 0,35% em setembro ante agosto. O
resultado ficou abaixo da mediana das expectativas.
A mediana de 36 projeções coletadas pelo Valor Data, apontava para uma alta de 0,38% da prévia da inflação em setembro. O intervalo das estimativas ia de uma alta de 0,23% até o avanço de 0,51%.
Com o
dado de setembro, o IPCA-15 acumula um avanço de alta de 5% em 12 meses. A
mediana das 36 estimativas coletadas pelo Valor Data era de 5,03%, com
intervalo entre 4,87% e 5,17%. Até agosto, o resultado em 12 meses era de 4,24%.
Já o
resultado acumulado do IPCA-15 em 2023 atingiu 3,74%.
Em
agosto ante julho, o IPCA-15 subiu 0,28%. Na ocasião, o resultado ficou acima
não só da mediana das expectativas, que projetavam uma alta de 0,16% em agosto,
como também do teto das projeções, que apontava para uma alta de 0,25%.
Gasolina em alta
Segundo
o IBGE, a gasolina foi a principal influência para a alta do índice neste mês.
O combustível subiu 5,18% e seu impacto no IPCA-15 foi de 0,25 ponto
percentual.
O que encareceu e o que barateou?
Segundo
o IBGE, seis dos nove grupos pesquisados registraram alta em setembro. A maior
variação e o maior impacto vieram de "Transportes", que subiu 2,02%.
O grupo "Habitação" teve alta de 0,30%, o que marca uma desaceleração
em relação ao mês anterior, quando subiu 1,08%. No lado das quedas, o destaque
ficou com "Alimentação e bebidas", que caiu 0,77% e contribuiu com
-0,16 ponto percntual. Os demais grupos ficaram entre a queda de "Artigos
de residência", que recuou 0,47% e a alta de "Vestuário", que subiu
0,41%.
A queda do
grupo "Alimentação e bebidas" foi influenciada pelos preços da
alimentação no domicílio, que ficou 1,25% mais barata. Em itens, destacaram-se
as quedas da batata-inglesa, que recuou 10,51%, da cebola, que caiu 9,51%, do
feijão-carioca, com recuo de 8,13%, do leite longa vida, com queda de 3,45%,
das carnes, que baratearam 2,73% e do frango em pedaços, que caiu 1,99%. Por
outro lado, houve aumento nos preços do arroz (2,45%) e das frutas (0,40%).
No grupo dos "Transportes", além da gasolina, que
subiu 5,18%, houve aumento nos demais combustíveis, com alta de 4,85%, no óleo
diesel, que avançou 17,93% e no gás veicular, que subiu 0,05%. Por outro lado,
o etanol caiu 1,41%.
As passagens aéreas, que recuaram 11,36% em agosto, subiram
13,29% em setembro.
No grupo "Habitação", que teve alta de 0,30%,
destaca-se a alta da energia elétrica residencial, que subiu 0,66%. O gás encanado,
por sua vez, registrou um recuo de 0,46%.
Em "Saúde e cuidados pessoais", que subiu 0,17%, o destaque foi a alta no item plano de saúde, com avanço de 0,71%, decorrente dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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