Gaza bombardeada, Benjamin Netanyahu e Joe Biden (Foto: reuters).
EUA querem que Israel reduza os danos à
população civil da Faixa de Gaza
WASHINGTON
(Reuters) – Os Estados Unidos pressionaram neste domingo (29/10/2023) Israel
para proteger os civis em Gaza e aumentar imediatamente a ajuda humanitária, em
meio a um clamor crescente sobre os custos humanos do bombardeio de três
semanas de Israel ao enclave.
O presidente norte-americano, Joe Biden, disse ao
primeiro-ministro israelense, Netanyahu, que Israel tem o direito de se
defender e deve fazê-lo de uma forma que seja consistente com o direito
internacional sobre a proteção de civis, de acordo com a Casa Branca.
Biden e Netanyahu discutiram os esforços para proteger os mais
de 200 reféns capturados por militantes palestinos do Hamas num ataque surpresa
a Israel em 7 de outubro que matou 1.400 pessoas.
A Casa Branca
disse que Biden também “ressaltou a necessidade de aumentar imediata e
significativamente o fluxo de assistência humanitária para atender às
necessidades dos civis em Gaza”, à medida que os suprimentos diminuem ma
região.
Com o número de mortos na Faixa de Gaza na casa dos milhares e
aumentando, o governo de Joe Biden tem estado sob crescente pressão para deixar
claro que o seu apoio inabalável a Israel não se traduz num endosso geral a
tudo o que o seu aliado está fazendo no enclave
Em entrevistas
a programas de TV neste domingo, o conselheiro de segurança nacional de Biden,
Jake Sullivan, disse que Israel tem a responsabilidade de proteger as vidas de
pessoas inocentes em Gaza.
Washington estava fazendo perguntas difíceis a Israel, incluindo
sobre questões relacionadas a ajuda humanitária, distinção entre terroristas e
civis inocentes e sobre a forma como Israel está pensando na sua operação
militar, disse Sullivan.
"O que
acreditamos é que a cada hora, a cada dia desta operação militar, as IDF
(Forças de Defesa de Israel), o governo israelense deveriam usar todos os meios
possíveis à sua disposição para distinguir entre terroristas do Hamas que são
alvos militares legítimos e civis que não são", disse Sullivan à CNN.
Sullivan também disse que Netanyahu tem a responsabilidade de “controlar” os colonos judeus extremistas na Cisjordânia ocupada por Israel. “É totalmente inaceitável que haja violência extremista dos colonos contra pessoas inocentes na Cisjordânia”, disse ele.

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