Preço do petróleo reage ao noticiário sobre acordo entre EUA e Irã.
+ EUA e Irã anunciam acordo para
fim da guerra e fim do bloqueio naval em Ormuz
Por volta das 23h50 GMT de
domingo (20h50 em Brasília), o preço do barril do Brent do
Mar do Norte para entrega em agosto, referência do mercado global, caía 3,98%,
para US$ 83,93. O West Texas Intermediate (WTI), referência dos
Estados Unidos, recuava 4,45%, para US$ 81,10 dólares, após ter caído cerca de
5% na abertura. Veja mais cotações.
Washington e Teerã chegaram a um acordo para
encerrar “de maneira imediata e permanente” a guerra no Oriente Médio em todas
as frentes, incluindo o Líbano, anunciou nesta segunda-feira o mediador
paquistanês.
O tráfego nessa passagem estratégica estava
paralisado desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o que provocou uma
forte alta dos preços do petróleo.
Cerca de um quinto de todo o petróleo bruto mundial
normalmente passa pelo Estreito de Ormuz.
“Antes do conflito, cerca de 140 navios transitavam
diariamente pelo estreito. O tráfego melhorou, mas continua muito abaixo da
normalidade. Uma verdadeira reabertura teria, portanto, um impacto imediato (…)
nos preços do petróleo”, avaliou no domingo Stephen Innes, analista da SPI
Asset Managem.
Assinatura do acordo está
marcada para sexta-feira
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
afirmou nas redes sociais que o Estreito de Ormuz será reaberto após a
assinatura do acordo na sexta-feira, 19.
O vice-ministro das Relações Exteriores
do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que um acordo mais abrangente seria negociado
durante um período de cessar-fogo de 60 dias, incluindo alívio de sanções. O
destino do programa nuclear do Irã também será abordado nessas negociações
posteriores, disseram fontes à Reuters anteriormente.
Milhares de pessoas foram
mortas, principalmente no Irã e no Líbano, desde que as forças dos EUA e de
Israel atacaram o Irã pela primeira vez em 28 de fevereiro. O Irã atacou Israel
e os países do Golfo que abrigam bases norte-americanas e efetivamente bloqueou
o Estreito de Ormuz, elevando os preços globais de energia. As forças
americanas bloquearam portos iranianos em resposta.
O bloqueio do estreito impactou a economia global,
desde o aumento dos preços dos combustíveis, que impulsionou a inflação nos
Estados Unidos e em outros países, até cadeias de suprimentos congestionadas
para bens como fertilizantes essenciais para a produção de alimentos em áreas
distantes do Oriente Médio.
Conteúdo do acordo ainda não é
conhecido
Ambas as partes divulgaram informações
contraditórias sobre o conteúdo do acordo, à medida que cada uma busca emergir
da guerra como vencedora.
Teerã tem insistido que manterá o controle sobre o
Estreito de Ormuz, mas os Estados Unidos afirmaram em diversas ocasiões que
isso era inaceitável. Outro ponto das negociações tem sido o destino do
programa nuclear iraniano, em particular seus estoques de urânio altamente
enriquecido.
Trump justificou a guerra como necessária para
impedir que o Irã obtivesse armas nucleares, uma ambição que Teerã tem negado.
Um memorando de entendimento prevê o desembolso
imediato de 12 bilhões de dólares em ativos congelados, informou nesta
segunda-feira (15, data local) a agência de notícias iraniana Mehr.
O secretário-geral da ONU, António Guterres,
comemorou o acordo. “O secretário-geral espera que as partes aproveitem
este novo impulso e redobrem seus esforços em direção a uma resolução final do
conflito”, afirmou Guterres em um comunicado atribuído ao seu porta-voz,
Stéphane Dujarric.
Donald Trump, presidente dos EUA — Foto: Reuters/Evan Vucci
Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, conforme
informações confirmadas por Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão,
Shehbaz Sharif na noite deste domingo (14).
Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), o
primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarou que "ambos os
lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares
em todas as frentes, incluindo no Líbano".
Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de
assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça.
O serviço de notícias do Irã (agência IRNA) também confirmou a
informação do acordo de paz, replicando mensagens de Donald Trump e de Shebaz
Sharif.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem
Gharibabadi, afirmou à TV estatal iraniana que o cessar-fogo entrará em vigor
ainda nesta noite. Segundo ele, as negociações para um acordo final durarão 60
dias e devem incluir o fim das sanções ao Irã, mecanismos para a reconstrução
do país e formas de monitorar o cumprimento dos compromissos pelas partes
envolvidas.
Gharibabadi acrescentou que Teerã responderá em caso de
violações do acordo. As informações são da Reuters.
Histórico
O presidente americano Donald Trump já havia dito que a
assinatura do acordo de paz estava marcada para este domingo, em uma postagem
na rede social Truth Social neste sábado (13).
Segundo o americano, o Estreito de Ormuz será aberto imediatamente após a assinatura.
A cerimônia oficial de assinatura do acordo
de paz e do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã está
marcada para esta sexta-feira, 19 de junho de 2026, em Genebra, na
Suíça.
O tratado foi intermediado pelo Paquistão e,
segundo os governos envolvidos, prevê o fim imediato e permanente das operações
militares (incluindo no Líbano) e a abertura imediata do Estreito de Ormuz.


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