Se tem tromba de elefante, presas de elefante,
orelhas de elefante, altura de elefante, vive em grupos como os elefantes e
locomove-se como um deles, só pode ser um elefante, concorda?
O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Partido Popular, ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro, discorda. Segundo ele, pode ser um “black bloc”.
Bolsonaristas
acampados à porta do QG do Exército, em Brasília, alguns vestidos com a camisa
amarela da Seleção, queimaram carros e ônibus no centro da cidade e depredaram
prédios.
Mas não foram eles quem Nogueira viu
em ação, foram os “black blocs”, anarquistas e integrantes de movimentos que
costumam se juntar para protestar com violência contra o que os incomoda.
Nogueira escreveu no Twitter:
“Eles têm cara
de Black Blocs, jeito de Black Blocs, fúria de Black Blocs, cheiro de Black
Blocs e violência dos Black Blocs, que não existiram durante todo o governo
Bolsonaro. Será coincidência ou a volta deles?”
A última aparição dos “black blocs”
por estas bandas foi em junho de 2013, quando engrossaram as manifestações
contra o aumento das passagens de ônibus que quase derrubaram o governo Dilma.
Naquela
ocasião, ouvi de Eduardo Paes, então prefeito do Rio: “Fomos salvos pelos “black
blocs”. Se não fossem eles, os protestos aumentariam e os governos poderiam ser
levados de roldão”.
Nogueira não sabe o que fala, mas
sabe o que quer dizer: isentar de culpa pela baderna os bolsonaristas golpistas
e sugerir que grupos de anarquistas infiltrados e a serviço do PT foram os
culpados.
O que aconteceu em Brasília na noite
da última segunda-feira, estendeu-se pela madrugada da terça e poderá se
repetir até a posse de Lula, foi obra de agentes profissionais da subversão.
Por que as polícias do Distrito
Federal não prenderam nenhum? Porque não era para prender, ora. Porque muitos
são militares da ativa e da reserva ou parentes do que chamam de “família
militar”.
Em nota, a Secretaria de Segurança
Pública do governo do Distrito Federal justificou:
“A SSP/DF
destaca que, para redução dos danos e para evitar uma escalada ainda maior dos
ânimos, a ação da Polícia Militar se concentrou na dispersão dos
manifestantes”.
Tem gente que é desobediente por natureza, é um fora da LEI...
Metrópoles.

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