terça-feira, 17 de outubro de 2023

SAUDADES ETERNAS: ESTAMOS TRISTES COM A PARTIDA DO AMIGO, TCHACATCHÁ. UMA PERDA MUITO GRANDE PARA BACABAL, UMA LACUNA NA MÚSICA. VAI EM PAZ QUE VOCÊ TENHA UM GALARDÃO.

Tchacatchá, uma batida que deu nome ao músico.

Se alguém perguntar quem é Josemá Miguel Arcanjo, com certeza nenhum bacabalense vai responder, mas se perguntar por Tchacatchá, ou simplesmente o velho Tchaca, 100% da cidade sebe quem é, onde mora, onde encontra-lo e o que faz.

Músico bacabalense, remanescente de bandas, que no tempo eram chamadas de conjunto musical, principalmente o Carlos Miranda Show, onde começou e foi projetado, ele ganhou esse apelido devido ao som que tirava de sua guitarra, o tchacatchá.

Aventureiro, ele botava a sua viola no saco e viajava por esse Brasil a fora   tocando seu violão e sua guitarra para as multidões. Mas o velho Tchaca não é só do violão e da guitarra. Eximio contrabaixista, ele passou pelas melhores bandas do estado, e cidades como Imperatriz, Caxias, Codó, Coroatá, Pedreiras, Olho D’Água das Cunhas, São Luis e ainda Goiânia e Brasilia, tiveram a oportunidade de ouvir e curtir seu som. Multi-instrumentista, Tchaca também toca cavaquinho e era o oficial da sua escola de samba de coração, o Asas e também se aventurou como banjista.

Excelente professor, ele é o responsável por uma safra de tocadores como Abel Carvalho, Darlan Caldas, Zeca Louro, Osvaldino Pinho, Otavio Filho, Jackito, Zé Lopes, Perboire Ribeiro e tantos outros espalhados por esse mundão de meu Deus.

Um dos grandes feitos desse filho de dona Maria e seu Semeão, foi a formação do Seressamba, grupo que, como bem diz o nome, misturou seresta com samba e dominou a região durante muito tempo onde os saudosos cantores Josa e Laurindo, o saudoso baterista Massa Bruta e o percussionista Pipira completavam a orquestração.

Dono de uma voz grave e acentuada, Tchaca não é só seresta, samba e MPB, ele também canta clássicos em inglês, mexicano, italiano e espanhol e o seu repertório é composto /também de canções de época, principalmente o carnaval, quando sempre forma uma banda, e também o São João.

Professor de música em algumas cidades que ladeiam Bacabal, ele, incansável, está sempre proporcionando agradáveis surpresas e a mais recente é que ele aprendeu a tocar trombone de vara e já é musico da Banda Municipal Santa Cecilia.

Participante ativo de todos os movimentos musico-culturais de Bacabal, ele também fez histórias em shows e festivais e também é compositor, com parcerias com Paulo Campos, Dr. Guerreiro Junior e Zé Lopes. Tchacatchá é o maior nome da música bacabalense, ele é conhecedor de toda sua história e se o rei Roberto Carlos anda cantando pelo mundo que é o cara, se engana redondamente. O cara é Tchacatchá que deixa viuva a Edilene e três filhos do primeiro casamento; Carol, Pedro e Johnny.

Agora ele nos deixa para cantar e tocar nos palcos do céu.  Vá na paz meu amigo, Nosso amigo. Que você tenha um GALARDÃO.

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