O ex-presidente Jair Bolsonaro, que já perdeu o foro
privilegiado em 2023 e poderá ser julgado pela Justiça comum, e está sendo
investigado por tentar promover um golpe de estado e por associação criminosa,
convocou uma manifestação na Avenida Paulista, no dia 25 de fevereiro. O
objetivo parece ser o de promover um teste de popularidade, no momento em que
ele vem sendo acossado pelo Poder Judiciário. Vestindo a camisa da CBF, que se
tornou uniforme da extrema-direita, ele pediu que seus seguidores vistam a
mesma camisa. Na semana passada, a operação Hora da Verdade, apreendeu seu
passaporte e apresentou várias provas de sua tentativa de promover um golpe de
estado para evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Confira o
vídeo, em que ele convoca o ato:
Em 2024 o cara falando "estado
democrático de direito". Daqui a pouco vai falar dignidade da pessoa
humana. Que fim de feira.
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O CERTO É QUE OS MATERIAIS APREENDIDOS ESTÁ SOB ANÁLISE
E as investigação sobre a trama golpista caminha para um desfecho na PF. Os materiais apreendidos na quinta, como celulares e computadores, seguiram para análise da perícia, a etapa final, segundo investigadores.
A apuração remonta à abertura do inquérito dos atos antidemocráticos, em abril de 2020, conforme um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na ocasião, apoiadores de Bolsonaro haviam feito manifestações que pediam o fechamento do Congresso e do STF.
Em junho de 2021, a PGR, sob o comando de Augusto Aras, pediu ao relator do inquérito no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, o arquivamento dessa investigação, com o argumento de que não havia achado provas contra os parlamentares investigados até então.
Moraes arquivou o inquérito, mas abriu um novo, com o objetivo de apurar a atuação de grupos organizados que atacavam as instituições democráticas pela internet — justamente o chamado "inquérito das milícias digitais".
Sigilo telemático
Em agosto de 2021, Bolsonaro divulgou, em redes sociais, trechos de um inquérito sigiloso da PF que apurava um ataque hacker aos sistemas do TSE, registrado três anos antes.
A invasão hacker não havia causado prejuízos às
eleições, pois se limitou aos sistemas administrativos do tribunal. Mesmo
assim, o ex-presidente tentou usá-la para descredibilizar a Justiça Eleitoral.
A PF passou a investigar o vazamento das informações
sigilosas por Bolsonaro e descobriu o envolvimento de seu ajudante de ordens, o
tenente-coronel Mauro Cid. Em janeiro de 2022, Moares atendeu a um pedido da
polícia e quebrou o sigilo telemático de Cid.
Os arquivos que estavam armazenados na nuvem do então ajudante de ordens foram compartilhados com o inquérito das milícias digitais. A partir de indícios de irregularidades encontrados pela PF, novas frentes se abriram dentro desse inquérito, como:
o uso de cartões corporativos para pagamento de
despesas pessoais da família presidencial;
a inserção de dados falsos de vacinação contra a
Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde;
a venda ilegal de joias valiosas, recebidas por
Bolsonaro de autoridades estrangeiras, "com o fim de enriquecimento
ilícito"
Apesar de serem frentes de investigação diversas, o STF as manteve sob um mesmo relator, Alexandre de Moraes, devido ao entendimento de que todos os supostos crimes foram cometidos por um mesmo grupo de pessoas — uma mesma organização criminosa, segundo a PF.
Busca e apreensão
Em 3 de maio de 2023, Bolsonaro foi alvo de busca e apreensão pela primeira vez, durante a Operação Venire, deflagrada para investigar fraudes nas carteiras de vacinação do ex-presidente e de sua filha.
No mesmo dia, Mauro Cid também foi alvo de buscas, teve o celular e outros equipamentos apreendidos e acabou preso preventivamente. Os materiais apreendidos nessa ocasião complementaram as informações que a PF já tinha extraído da nuvem do ajudante de ordens anteriormente.
Em 11 de agosto de 2023, estourou a Operação Lucas 12:2, que atingiu o pai de Cid, o general Mauro César Lourena Cid, o tenente-coronel Osmar Crivelatti, outro ajudante de ordens de Bolsonaro, e o advogado Frederick Wassef. Todos tiveram seus celulares apreendidos.
Eles foram apontados como suspeitos de vender nos Estados Unidos joias de um kit recebido da Arábia Saudita como presente oficial para o governo brasileiro. O valor da venda teria sido entregue a Bolsonaro em dinheiro vivo, para não deixar rastros. O ex-presidente nega irregularidades.
Delação
Preso por cerca de quatro meses e com a PF batendo à porta de sua família, Cid decidiu fazer um acordo de delação premiada, que foi homologado por Moraes em 9 de setembro de 2023.
Nesse acordo, Cid deu detalhes sobre o envolvimento de Bolsonaro com a venda das joias, com as fraudes nos cartões de vacinação e, também, com as articulações para a tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Um dos fatos narrados pelo militar foi que, após as eleições de 2022, Bolsonaro recebeu de seu então assessor especial Filipe Martins uma minuta golpista que previa a decretação de estado de sítio no país, a realização de novas eleições e a prisão de autoridades, entre elas os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco.
Cid narrou que Martins foi ao Palácio da Alvorada acompanhado de um jurista, Amauri Saad, e de um padre. Bolsonaro, ainda segundo Cid, teria pedido ajustes na minuta, como a exclusão dos nomes de Gilmar e Pacheco.
O então mandatário teria mantido no texto apenas a decretação de prisão de Moraes e a ordem para realização de novas eleições. Em seguida, conforme a delação, Bolsonaro teria se reunido com os comandantes das Forças Armadas para discutir a medida. Somente o comandante da Marinha, Almir Garnier dos Santos, teria apoiado o plano.
Sigilo telemático
Em agosto de 2021, Bolsonaro
divulgou, em redes sociais, trechos de um inquérito sigiloso da PF que apurava
um ataque hacker aos sistemas do TSE, registrado três anos antes.
A invasão hacker não havia
causado prejuízos às eleições, pois se limitou aos sistemas administrativos do
tribunal. Mesmo assim, o ex-presidente tentou usá-la para descredibilizar a
Justiça Eleitoral.
A PF passou a investigar o
vazamento das informações sigilosas por Bolsonaro e descobriu o envolvimento de seu
ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid. Em janeiro de 2022, Moares
atendeu a um pedido da polícia e quebrou o sigilo telemático de Cid.
Os arquivos que estavam
armazenados na nuvem do então ajudante de ordens foram compartilhados com o
inquérito das milícias digitais. A partir de indícios de
irregularidades encontrados pela PF, novas frentes se abriram dentro desse
inquérito, como:
·
o uso de cartões corporativos para pagamento de despesas pessoais da
família presidencial;
·
a inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas
do Ministério da Saúde;
·
a venda ilegal de joias valiosas, recebidas por Bolsonaro de autoridades
estrangeiras, "com o fim de enriquecimento ilícito"
Apesar de serem frentes de investigação diversas, o STF as manteve sob um mesmo relator, Alexandre de Moraes, devido ao entendimento de que todos os supostos crimes foram cometidos por um mesmo grupo de pessoas — uma mesma organização criminosa, segundo a PF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem que atentar para o
que a palavra de Deus diz: Que nos revela preciosos ensinamentos acerca do
nosso falar. “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias”
(Provérbios 21.23). O Senhor nos concedeu um órgão capaz de dar vida ou de
levar à morte: a língua. Devemos abrir a boca para abençoar o nosso irmão, para
adorarmos ao Senhor.


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