segunda-feira, 27 de julho de 2026

VÍDEO COM “IA” DE BOLSONARO ABRE MARGEM PARA PUNIÇÃO, PELA JUSTIÇA ELEITORAL? ASSISTA AO VÍDEO.

O principal nome do evento do PL não foi o candidato Flávio Bolsonaro, mas o pai, Jair Crédito: Reprodução/YouTube

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Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, uso de IA e pedido de votos podem ser questionados no TSE e no STF

Um vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem de Jair Bolsonaro (PL) foi exibido durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, no último sábado (25), em São Paulo. Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNNo vídeo com IA do ex-presidente abre margem para punição.

A equipe de advogados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliou os riscos do uso do material e concluiu que não há risco de penalização. O vídeo, descrito como uma projeção ou avatar, deixou claro desde o início que não se tratava de Jair Bolsonaro (PL) em pessoa. A própria representação digital afirmava não ser o ex-presidente.

O debate, portanto, não gira em torno de possível confusão sobre a identidade da figura, mas sim sobre a legalidade do uso de inteligência artificial por uma candidatura, especialmente quando a pessoa retratada está presa e tem restrições judiciais em vigor.

Duas frentes de questionamento jurídico

O analista explicou que há duas frentes distintas de atuação por parte de aliados do governo. A primeira tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), onde se investiga se houve descumprimento de medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro (PL), que incluem a proibição de manifestações político-eleitorais e partidárias.

"Isso teria sido uma tentativa de drible da decisão que foi imposta pelo ministro Alexandre de Moraes recentemente ao ex-presidente da República", afirmou Teo Cury.

A segunda frente corre no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde se questiona se o uso da tecnologia violou a legislação eleitoral vigente.

Resolução do TSE de 2024 pode embasar questionamentos

Teo Cury destacou um trecho da Resolução de 2024 do TSE, disponível no site do tribunal, que proíbe o uso de conteúdo sintético gerado ou manipulado digitalmente para favorecer ou prejudicar candidaturas.

O texto veda, ainda que mediante autorização, a criação, substituição ou alteração de imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia — o chamado "deepfake".

Outro ponto levantado diz respeito ao pedido expresso de votos. De acordo com Teo Cury, a jurisprudência do TSE é clara ao estabelecer que esse tipo de solicitação, no contexto de abertura de uma convenção política, só é permitido em ambiente restrito e sem ampla divulgação. "Aqui houve", disse o analista, referindo-se à convenção do PL.

Defesa experiente e divisão entre especialistas

Teo Cury ressaltou que a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL) é comandada por Maria Claudia Bucchianeri, descrita como uma das advogadas eleitorais mais experientes do Brasil. Segundo o analista, ela dificilmente autorizaria o uso de um vídeo com inteligência artificial sem avaliar os riscos envolvidos.

Entre especialistas e advogados eleitorais ouvidos pela CNN, há divisão: uma parte entende que houve descumprimento da legislação, enquanto outra defende que o uso do vídeo está respaldado pela lei. O TSE deverá ser provocado a se manifestar sobre o assunto.

ASSISTA O VÍDEO:

Da CNN Brasil

Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, uso de IA e pedido de votos podem ser questionados no TSE e no STF

O final de semana foi marcado por connvenções partidárias que oficializaram candidaturas para as eleições de outubro. O Partido Liberal (PL) formalizou o senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência em encontro com participação do presidente da Argentina, Javier Milei, e de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro gerado por Inteligência Artificial. O Bolsonaro pai cumpre pena pela tentativa de golpe em prisão domiciliar.

O cientista político Mateus de Albuquerque, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), avalia que a campanha do senador cometeu, ao menos, duas irregularidades: descumpre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe Bolsonaro de se manifestar politicamente, ainda que de forma indireta, e o uso de IA, que tem regras rígidas determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

PT aciona STF e TSE contra vídeo de IA de Bolsonaro

Sigla diz que houve descumprimento de regras na prisão do ex-presidente, propaganda antecipada e uso de deep fake.

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VÍDEO COM “IA” DE BOLSONARO ABRE MARGEM PARA PUNIÇÃO, PELA JUSTIÇA ELEITORAL? ASSISTA AO VÍDEO.

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