A maior
parte da população brasileira é a favor do fim da escala 6x1.
· Apoio popular: Pesquisas de opinião mostram que cerca de 73% a 78% dos
brasileiros apoiam o fim da escala 6x1 (seis dias trabalhados por um de
descanso), desde que não haja redução nos salários.
· Tramitação no Congresso: Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala 6x1 e
reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas (sem corte salarial) já foi
aprovada na Câmara dos Deputados e começou a tramitar no Senado Federal.
·Debates políticos: Enquanto o governo e parlamentares aliados pressionam pela aprovação
rápida da mudança, setores da oposição apresentam alternativas — como a PEC
12/2026, defendida por aliados de Flávio Bolsonaro, que propõe um regime de
pagamento por hora flexível.
O QUE DIZEM LULA E FLÁVIO BOLSONARO
SOBRE O FIM DA ESCALA 6X1? VEJA O QUE CADA UM DEFENDE.
Lula é a favor de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, enquanto Flávio Bolsonaro defende 'jornada flexível'
O plenário do Senado inicia nesta terça-feira a
discussão da proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê o fim da escala
6x1 de trabalho, em meio à disputa do segundo turno das eleições
presidenciais.
A proposta foi aprovada em maio na Câmara dos
Deputados, com ampla maioria (472 votos contra 22 em primeiro turno). A
expectativa era que o texto fosse aprovado antes do primeiro turno das
eleições, mas a proposta foi represada pelo presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União-AP).
Em setembro, o texto foi aprovado na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) e agora precisa passar por cinco sessões de
debates no plenário antes de ser votado em primeiro turno.
O
PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT) E O CANDIDATO E SENADOR FLÁVIO BOLSONARO (PL) DIVERGEM SOBRE A PROPOSTA EM TRAMITAÇÃO. VEJA COMO PENSA CADA UM DELES:
O candidato à Presidência Flávio
Bolsonaro (PL) é crítico à
proposta de fim da escala 6x1 disse que sua alternativa é 'infinitamente
melhor' ao modelo analisado pelo Senado.
Flávio também chamou de "oportunista" a
defesa que Lula faz do projeto.
Mas, antes do primeiro turno, Flávio evitou dizer como votaria enquanto senador na proposta em tramitação. Primeiro vota a nossa proposta, depois vê o que faz. Vocês estão querendo arrancar uma palavra da minha boca, o que vocês querem é a resposta que eu não vou dar para vocês — disse ele, em entrevista a jornalistas em Brasília no mês passado, ao afirmar que seu projeto daria "liberdade ao trabalhador de escolher a sua própria carga horária".
Flávio Bolsonaro
defende abertamente uma outra PEC, proposta pela bancada do PL, que prevê que o
trabalhador seja pago por hora trabalhada — algo que, na prática, pode
significar salário menor caso a jornada seja reduzida. Já a PEC analisada pelo
Senado prevê um dia a mais de folga, sem redução no pagamento do empregado.
· Fim da escala
6x1 chega ao plenário do Senado dois dias após o 1º turno das
eleições: entenda
tramitação da proposta
O plano de governo do
candidato do PL não faz menção ao fim da escala de trabalho 6x1. A única
proposta sobre jornada sugere a criação de uma "jornada flexível" em
que o trabalhador e a empresa "combinem diretamente as condições de
trabalho que funcionam para os dois, dentro da lei, em vez de seguir uma regra
única imposta a todos", segundo o próprio documento de propostas do
candidato.
O que diz Lula
sobre o fim
da escala 6x1
O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) defende a proposta em tramitação de fim da escala 6x1,
que reduz a jornada de 44 horas semanais para 40 horas, com dois dias de
descanso e sem redução salarial.
O petista incluiu o tema em seu plano de governo e afirma que manterá ação junto ao Senado para assegurar o fim da escala 6x1. O documento do seu programa também propõe a criação de empregos aos jovens com "jornada de trabalho não exaustiva". Lula também fala em "aprimorar" a legislação trabalhista para que sejam alteradas regras que "induzem a precarização das condições de trabalho".
Em entrevista ao Metrópoles em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que “não misturaria” outros temas que podem ser discutidos adiante, como o trabalho flexível, que autorizaria o pagamento por horas, que já foi defendido por Flávio Bolsonaro (PL).
Há necessidade de discutir outros temas? Eu não misturaria, atrasando a votação do fim da escala 6x1, até porque isso pode se perder. É um tema que ganhou visibilidade, a população tem pedido. Acho que a gente tem que avançar.
Durigan disse que não “fecharia a porta” para debater outros temas, como “o espaço que uma negociação coletiva possa ter na discussão de determinados itens do mundo do trabalho”.
LULA DIZ QUE PL DE FLÁVIO BOLSONARO TENTA BARRAR VOTAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 NO SENADO.
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (6) que o PL, partido de
Flávio Bolsonaro, age para atrapalhar a votação pelo fim da escala 6×1 no
Senado. A Casa deu início às discussões sobre a PEC (proposta de emenda à
Constituição) no fim do dia.
“O
dia de hoje é importante porque o meu adversário vai ter que tomar uma decisão,
se vai mandar “O dia de hoje é
importante porque o meu adversário vai ter que tomar uma decisão, se vai mandar
a bancada do partido dele votar favorável ao fim da jornada 6×1”, disse Lula.
“Pelo que eu fui informado, eles estão tentando atrapalhar a votação para que essa votação não aconteça. E a sociedade brasileira está de olho, porque é um tema de muita vontade dos brasileiros, que mexeu com milhões e milhões de trabalhadores no país”. As informações são da Folha de S. Paulo.
FLÁVIO BOLSONARO CHAMA
FIM DA 6×1 DE OPORTUNISMO E DEFENDE JORNADA DEFINIDA PELO TRABALHADOR
Candidato à Presidência criticou proposta apoiada pelo
governo Lula e defendeu modelo em que trabalhador escolhe quantidade de horas
trabalhadas.
A PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1, está sendo discutida no plenário do Senado. O texto reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso semanal, sem redução de salário.




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