quarta-feira, 29 de julho de 2026

BOLSONARO ESTÁ ENTRE VOLTAR PARA A PAPUDINHA E ATRIBUIR UM CRIME ELEITORAL AO FILHO FLÁVIO. ASSISTA AO VÍDEO.

Vídeo de Jair Bolsonaro feito com IA

Resposta exigida por Alexandre de Moraes coloca ex-presidente diante de um dilema jurídico com consequências para ele e para a campanha do filhoA decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça se o ex-presidente autorizou o uso de sua imagem em um vídeo produzido com inteligência artificial exibido na convenção do PL criou um impasse jurídico com potencial para atingir tanto Bolsonaro quanto a candidatura presidencial de seu filho, Flávio Bolsonaro. A avaliação é do analista Teo Cury, da CNN Brasil.

Segundo a análise, qualquer uma das respostas possíveis pode produzir consequências graves: se Bolsonaro admitir que autorizou o vídeo, poderá ser acusado de descumprir as condições de sua prisão domiciliar; se negar a autorização, abre-se espaço para que a Justiça Eleitoral investigue a utilização de um deepfake sem consentimento, com possíveis reflexos sobre a campanha de Flávio Bolsonaro.

Consentimento pode levar à revogação da prisão domiciliar

Na decisão, Moraes busca esclarecer se Bolsonaro participou da produção ou autorizou a divulgação do vídeo apresentado na convenção do PL.

Caso a resposta seja positiva, o ex-presidente poderá ser enquadrado por violar a decisão judicial de 17 de julho, que lhe proibiu manifestações de caráter político-eleitoral durante o cumprimento da prisão domiciliar.

Na avaliação de Teo Cury, essa hipótese pode levar o ministro a revogar o benefício da prisão humanitária e determinar o retorno de Bolsonaro ao sistema prisional, na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Negativa pode abrir frente eleitoral contra Flávio

Se, por outro lado, Bolsonaro afirmar que não autorizou o uso de sua imagem e de sua voz, a discussão poderá migrar para o campo eleitoral.

Segundo a análise da CNN, a utilização de inteligência artificial para reproduzir a imagem de um candidato ou liderança política sem autorização pode caracterizar deepfake, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral brasileira quando utilizada para induzir o eleitor a erro. Nesse cenário, a campanha de Flávio Bolsonaro poderá ser questionada pela eventual utilização de propaganda produzida sem o consentimento do retratado.

Aviso de IA não encerra controvérsia

A equipe de Flávio Bolsonaro sustenta que o vídeo continha um aviso informando tratar-se de uma simulação criada por inteligência artificial.

Para Moraes, contudo, essa informação não resolve a questão central: quem autorizou a utilização da imagem do ex-presidente e quem foi responsável pela divulgação do material.

O objetivo da determinação judicial é justamente esclarecer se houve anuência de Bolsonaro ou se sua imagem foi utilizada sem consentimento.

Novo capítulo do embate entre Moraes e Bolsonaro

A decisão representa mais um capítulo do confronto judicial entre Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro. Nas últimas semanas, o ministro endureceu as restrições impostas ao ex-presidente após episódios considerados incompatíveis com as condições da prisão domiciliar, incluindo manifestações políticas realizadas por intermédio de aliados.

Agora, a controvérsia envolvendo o vídeo produzido com inteligência artificial coloca Bolsonaro diante de um dilema jurídico que, segundo a análise de Teo Cury, pode produzir consequências severas em qualquer direção: admitir a autorização pode comprometer sua situação penal; negá-la pode abrir uma nova frente de questionamentos contra a campanha presidencial de seu filho, Flávio Bolsonaro.

ASSISTA AO VÍDEO:

VÍDEO DE “IA” DE BOLSONARO PODE TER CONSEQUÊNCIAS, MORAES DÁ 48 HORAS PARA BOLSONARO EXPLICAR VÍDEO E ALERTA PARA RISCO DE PRISÃO EM REGIME FECHADO.

Ministro do STF quer saber se ex-presidente autorizou o uso de sua imagem em convenção do PL; decisão também levanta suspeitas sobre possível uso de deep fake vedado pela legislação eleitoral.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresente explicações em até 48 horas sobre um vídeo produzido com inteligência artificial exibido durante a convenção nacional do PL no último sábado (25). O ministro pretende esclarecer se Bolsonaro autorizou a utilização de sua imagem e de sua voz na gravação, o que poderá ter implicações tanto no cumprimento das medidas impostas em sua prisão domiciliar quanto na esfera eleitoral.

Na decisão, Moraes afirma que, caso fique comprovado que Bolsonaro consentiu com a divulgação do material, poderá haver descumprimento das restrições impostas pela Justiça, o que abriria a possibilidade de revogação da prisão domiciliar e retorno ao regime fechado.

Vídeo com IA foi exibido em convenção do PL

O vídeo foi apresentado durante a convenção do Partido Liberal e traz Bolsonaro fazendo declarações de caráter político e eleitoral por meio de recursos de inteligência artificial.

Para Moraes, é necessário esclarecer se o ex-presidente participou da produção ou autorizou o uso de sua imagem, uma vez que as medidas cautelares impostas pela Justiça restringem determinadas formas de manifestação pública.

STF aponta possível descumprimento das medidas

Na decisão, o ministro sustenta que a eventual concordância de Bolsonaro com a divulgação do vídeo poderá configurar uma grave violação das condições da prisão domiciliar, justificando a revisão do benefício concedido por razões humanitárias.

Caso a autorização seja confirmada, o STF poderá avaliar o retorno do ex-presidente ao regime fechado.

Conduta de Flávio Bolsonaro e do PL também entra na mira

Moraes também determinou a apuração da conduta do senador Flávio Bolsonaro e do PL, por considerar que a utilização de inteligência artificial no vídeo pode caracterizar a produção e divulgação de deep fake, prática proibida pela legislação eleitoral brasileira.

O ministro ressalta que as regras em vigor vedam a manipulação de imagens, vídeos e áudios capazes de induzir o eleitor a erro durante o processo eleitoral.

Debate sobre inteligência artificial na política

O episódio amplia a discussão sobre os limites do uso de ferramentas de inteligência artificial em campanhas e manifestações políticas.

A decisão de Moraes reforça o entendimento do STF e da Justiça Eleitoral de que o uso de deep fakes pode comprometer a integridade do processo democrático e será objeto de fiscalização rigorosa durante o período eleitoral.

Caso seja confirmado que Jair Bolsonaro não consentiu com o uso de sua imagem e voz em vídeo gerado por inteligência artificial, a conduta passa a ser atribuída exclusivamente a Flávio Bolsonaro e ao Partido Liberal (PL), configurando uso irregular de deepfake e desinformação eleitoral vedada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem acarretar a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente.

CONSEQUÊNCIAS ELEITORAIS E JURÍDICAS

· Irregularidade objetiva: O uso de conteúdo sintético por IA para associar artificialmente a imagem de uma figura pública a uma campanha configura propaganda ilícita perante o TSE, independentemente de autorização.

Responsabilidade: A responsabilidade jurídica e as possíveis sanções eleitorais recaem sobre o candidato beneficiado, Flávio Bolsonaro, e sobre o partido organizador do evento (PL).

Livro de regras da IA: Resoluções recentes do TSE preveem que o uso indevido de ferramentas de inteligência artificial em atos de campanha pode caracterizar abuso de poder e uso irregular dos meios de comunicação.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

VÍDEO COM “IA” DE BOLSONARO ABRE MARGEM PARA PUNIÇÃO, PELA JUSTIÇA ELEITORAL? ASSISTA AO VÍDEO.

O principal nome do evento do PL não foi o candidato Flávio Bolsonaro, mas o pai, Jair Crédito: Reprodução/YouTube

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Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, uso de IA e pedido de votos podem ser questionados no TSE e no STF

Um vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem de Jair Bolsonaro (PL) foi exibido durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, no último sábado (25), em São Paulo. Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNNo vídeo com IA do ex-presidente abre margem para punição.

A equipe de advogados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliou os riscos do uso do material e concluiu que não há risco de penalização. O vídeo, descrito como uma projeção ou avatar, deixou claro desde o início que não se tratava de Jair Bolsonaro (PL) em pessoa. A própria representação digital afirmava não ser o ex-presidente.

O debate, portanto, não gira em torno de possível confusão sobre a identidade da figura, mas sim sobre a legalidade do uso de inteligência artificial por uma candidatura, especialmente quando a pessoa retratada está presa e tem restrições judiciais em vigor.

Duas frentes de questionamento jurídico

O analista explicou que há duas frentes distintas de atuação por parte de aliados do governo. A primeira tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), onde se investiga se houve descumprimento de medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro (PL), que incluem a proibição de manifestações político-eleitorais e partidárias.

"Isso teria sido uma tentativa de drible da decisão que foi imposta pelo ministro Alexandre de Moraes recentemente ao ex-presidente da República", afirmou Teo Cury.

A segunda frente corre no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde se questiona se o uso da tecnologia violou a legislação eleitoral vigente.

Resolução do TSE de 2024 pode embasar questionamentos

Teo Cury destacou um trecho da Resolução de 2024 do TSE, disponível no site do tribunal, que proíbe o uso de conteúdo sintético gerado ou manipulado digitalmente para favorecer ou prejudicar candidaturas.

O texto veda, ainda que mediante autorização, a criação, substituição ou alteração de imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia — o chamado "deepfake".

Outro ponto levantado diz respeito ao pedido expresso de votos. De acordo com Teo Cury, a jurisprudência do TSE é clara ao estabelecer que esse tipo de solicitação, no contexto de abertura de uma convenção política, só é permitido em ambiente restrito e sem ampla divulgação. "Aqui houve", disse o analista, referindo-se à convenção do PL.

Defesa experiente e divisão entre especialistas

Teo Cury ressaltou que a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL) é comandada por Maria Claudia Bucchianeri, descrita como uma das advogadas eleitorais mais experientes do Brasil. Segundo o analista, ela dificilmente autorizaria o uso de um vídeo com inteligência artificial sem avaliar os riscos envolvidos.

Entre especialistas e advogados eleitorais ouvidos pela CNN, há divisão: uma parte entende que houve descumprimento da legislação, enquanto outra defende que o uso do vídeo está respaldado pela lei. O TSE deverá ser provocado a se manifestar sobre o assunto.

ASSISTA O VÍDEO:

Da CNN Brasil

Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, uso de IA e pedido de votos podem ser questionados no TSE e no STF

O final de semana foi marcado por connvenções partidárias que oficializaram candidaturas para as eleições de outubro. O Partido Liberal (PL) formalizou o senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência em encontro com participação do presidente da Argentina, Javier Milei, e de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro gerado por Inteligência Artificial. O Bolsonaro pai cumpre pena pela tentativa de golpe em prisão domiciliar.

O cientista político Mateus de Albuquerque, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), avalia que a campanha do senador cometeu, ao menos, duas irregularidades: descumpre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe Bolsonaro de se manifestar politicamente, ainda que de forma indireta, e o uso de IA, que tem regras rígidas determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

PT aciona STF e TSE contra vídeo de IA de Bolsonaro

Sigla diz que houve descumprimento de regras na prisão do ex-presidente, propaganda antecipada e uso de deep fake.

AS URNAS ELETRÔNICAS ACABARAM COM O VOTO DE CABRESTO.

A MÁQUINA DE VOTAÇÃO

Em 30 anos de funcionamento, as urnas eletrônicas eliminaram das eleições a fraude, o voto de cabresto e a lentidão da apuração.

"Todos sabemos — e não custa repisar nesta oportunidade — que a urna eletrônica nasceu para propiciar eleições seguras, num país que vivenciava votações que não eram imunes aos signos da fraude, do voto de cabresto, da intervenção humana e da lentidão dos processos de apuração e totalização. Isso não existe mais entre nós".

"As derrotas obtidas nas urnas não são fruto da sua operacionalidade, mas sim da inoponível manifestação do verdadeiro e único titular de todo o poder da República, o povo brasileiro",

"O sistema é moderno, seguro, confiável, recente e sofisticado e tem teste de confirmação, até hoje não houve qualquer sucesso nas tentativas de invasão do sistema. Vale dizer — embora todos já o saibamos: as urnas eletrônicas são seguras e seus resultados são fiéis à manutenção da vontade de todo eleitorado brasileiro com total fidedignidade"

No Brasil. Cada uma das urnas conta com barreiras de segurança testadas e está apta a garantir sigilo do voto de cada um dos 158,6 milhões de eleitoras e eleitores, aptos a votar.

Combate à fraude

Por que o processo é eletrônico?

O uso da tecnologia foi uma resposta efetiva às fraudes que ocorriam, frequentemente, em diversas etapas do processo eleitoral, desde os tempos do Império até a implantação do processo eletrônico, e trouxe segurança e confiança às eleições no Brasil.

Fim das fraudes

Desde a chegada da urna eletrônica, em 1996, não houve nenhuma fraude comprovada que pudesse alterar o resultado das eleições ou quebrar o sigilo do voto. Essa conquista deve-se também ao fato de o voto eletrônico ser auditável — os mecanismos que fazem as urnas funcionarem podem ser fiscalizados antes, durante e depois do pleito.  

Porém, a família e os políticos sabem muito bem que não há fraude alguma e que as urnas eletrônicas acabaram com o voto de cabresto.

REPÓRTER ANDRÉ LUÍS DENUNCIA FALTA DE ATENDIMENTO ADEQUADO AO PAI, VÍTIMA DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO, O ATENDIMENTO EM HOSPITAL DE BACABAL VEJA A CONVERSA DO REPÓRTER ANDRÉ LUÍS COM O PREFEITO ROBERTO COSTA.

Orlando Lago Silva o pai do repórter André Luís. Um relato publicado nas redes sociais denuncia um suposto caso de falta de assistência ...