Rafael Fonteles e Lula
Presidente poderá repetir gesto de 2002, quando
foi a Ribeirão Preto pedir à população que liberasse Antonio Palocci para
assumir o Ministério da Fazenda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá viajar ao Piauí para anunciar que precisa do governador reeleito Rafael Fonteles (PT) em Brasília, caso decida convidá-lo para assumir o Ministério da Fazenda em seu quarto mandato. A possibilidade é discutida por aliados do presidente e reproduziria um gesto político realizado por Lula em 2002, durante a formação de seu primeiro governo.
Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, aliados avaliam que Lula poderia visitar o estado para pedir aos piauienses que liberem Fonteles para uma missão nacional. O governador foi reeleito no primeiro turno, com 71% dos votos, e sua eventual nomeação para a equipe econômica exigiria que deixasse o comando do Piauí.
O precedente ocorreu em
20 de novembro de 2002, quando Lula, recém-eleito presidente, foi a Ribeirão
Preto, no interior de São Paulo, para dizer à população que precisava do então
prefeito Antonio Palocci em seu governo.
Palocci deixou a prefeitura e assumiu o Ministério da Fazenda em
janeiro de 2003, tornando-se um dos principais nomes da equipe econômica do
primeiro mandato de Lula.
A eventual escolha de
Fonteles repetiria a estratégia de buscar uma liderança petista com experiência
administrativa e respaldo eleitoral para comandar a política econômica do país.
Matemático de formação, Fonteles ganhou projeção nacional por
sua participação na coordenação da campanha de Lula no segundo turno. O Piauí
foi o estado que proporcionalmente mais votou no presidente, que recebeu 75,88%
dos votos válidos na etapa decisiva da eleição.
Em entrevista recente ao Estado de S. Paulo, Fonteles negou ter discutido cargos com Lula e afirmou que
está preparado para assumir seu segundo mandato no governo estadual.
Na mesma entrevista, defendeu que o equilíbrio fiscal seja
alcançado por meio do combate a privilégios e desperdícios, sem cortes em
programas sociais.
“Isso
envolve corte de privilégios e de desperdício e não vai envolver, com o
presidente Lula, qualquer prejuízo social, qualquer corte em programas sociais
que ele já constituiu e com que se comprometeu novamente na campanha
eleitoral”, afirmou.
Até o momento, não há anúncio oficial sobre um eventual convite de Lula a Fonteles para o Ministério da Fazenda.








