sábado, 19 de janeiro de 2019

O SENADO PODE TER NÚMERO RECORDE DE CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA CASA NA ELEIÇÃO DE FEVEREIRO DE 2019


Oito senadores são cogitados como possíveis candidatos para disputar a presidência. Se confirmado o número, será a eleição com mais postulantes desde a redemocratização.


A 12 dias da eleição, o Senado pode registrar número recorde de candidatos a presidente da Casa desde a redemocratização.

A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro, mesmo dia em que os eleitos em outubro tomarão posse.

Entre pré-candidatos declarados e cotados para o comando do Senado, oito são cogitados para a disputa da eleição deste ano:

·         Alvaro Dias (Pode-PR) - quarto mandato
·         Ângelo Coronel (PSD-BA) - eleito em outubro pela primeira vez
·         Davi Alcolumbre (DEM-AP) - está na metade do mandato de oito anos
·         Esperidião Amin (PP-SC) - eleito em outubro, volta ao Senado
·         Major Olímpio (PSL-SP) - eleito em outubro pela primeira vez
·         Renan Calheiros (MDB-AL) - quarto mandato
·         Simone Tebet (MDB-MS) - está na metade do mandato de oito anos
·         Tasso Jereissati (PSDB-CE) - segundo mandato
Da esq. para a dir: Renan Calheiros, Simone Tebet, Tasso Jereissati, Major Olímpio, Espiridião Amin, Alvaro Dias, Angelo Coronel — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado; Edemir Rodrigues/Divulgação; Alessandra Modzeleski/G1; Divulgação; Fabiana Figueiredo/G1; NSC TV /Reprodução; Marcelo Brandt/G1; Itana Alencar/G1

Caso as intenções se convertam em candidaturas, a eleição de 2019 será a recordista em número de concorrentes desde a redemocratização.

Desde 1985 – quando se encerrou a ditadura militar – a eleição para a presidência do Senado que mais registrou candidatos foi a de 2001, disputada por três parlamentares: Jader Barbalho (MDB-PA) e os ex-senadores Arlindo Porto (PTB-MG) e Jefferson Peres (PDT-AM). Na ocasião, Jader saiu vitorioso.

Dono da maior bancada do Senado na próxima legislatura – com 12 senadores –, o MDB reivindica o direito de comandar mais uma vez a Casa. A princípio, a sigla pode ter dois candidatos na corrida pela presidência do Senado.

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Desde 2007, o MDB preside o Senado. Naquele ano, o partido deixou a presidência da Casa, que vinha desde 2001, após Renan Calheiros renunciar ao cargo após denúncia de que recebia mesada de uma empreiteira para pagar a pensão de uma filha. Ele foi absolvido desta acusação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os possíveis candidatos
Um dos nomes do MDB cotados para a disputa é o de Renan Calheiros, que já comandou o Senado em outras quatro oportunidades. Ele possivelmente tentará o quinto mandato como presidente. Publicamente, entretanto, evita confirmar a candidatura.
Nos bastidores, Renan tem conversado com senadores de diferentes siglas, veteranos e novatos, apoiadores e opositores do presidente Jair Bolsonaro e, inclusive, com integrantes do novo governo.

O emedebista também tem utilizado as redes sociais para comentar o processo eleitoral na Casa e criticar possíveis adversários.

"Sobre eleição no Senado: bato mais facilmente continência para um major da polícia do que para um coronel da política como Tasso", disparou Renan em uma rede social na última quinta-feira (17).

No entanto, ele enfrenta resistência da ala do Senado que se elegeu com o discurso de renovação e contra parlamentares investigados. Renan é alvo de 14 inquéritos no STF, mas não é réu em nenhum deles. Ele nega as acusações e diz que todas investigações serão arquivadas.


Fonte: G1 e TV Globo — Brasília

Redação/Blog Edmilson Moura.

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