O
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que
o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PF) entregue o passaporte.
A Polícia Federal (PF)
intimou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a entregar o seu passaporte e o
informou que ele está proibido de deixar o território brasileiro, em função de
casos de corrupção nos quais ele figura como investigado.
A
abordagem aconteceu nesta segunda-feira (26/10), durante visita do
ex-presidenciável de extrema direita ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro
(2019-2023), que cumpre pena em prisão domiciliar após ser condenado por
liderar uma tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.
A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um requerimento apresentado pelos deputados federais Duda Salabert (PSOL-MG), Otoni de Paula (PSD-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) ao STF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), no qual foi alegado risco de fuga do território nacional para evitar o desdobramento de investigações criminais.
“Quando
eu estava saindo (da visita a Jair Bolsonaro), a Polícia Federal do Lula estava
na porta da casa dele e no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus
passaportes e também estou proibido de deixar o país”, reclamou Flávio
Bolsonaro.
O senador classificou a
decisão de Moraes como um ato de “perseguição”, mas admitiu que a medida se
baseou “numa fala do Eduardo (Bolsonaro) de 23 de outubro que eu deveria deixar
o país se eu perdesse a eleição, eu nunca falei isso”.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro efetivamente
comentou em uma entrevista na última sexta-feira (23/10) que seu
irmão Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição contra o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva – como efetivamente aconteceu neste
domingo (25/10).
Flávio Bolsonaro é alvo
de ao menos dois inquéritos da PF. Um deles investiga supostos repasses do
empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para o financiamento do
filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
ASSISTA AO VÍDEO:
Créditos: Blog Edmilson Moura.

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